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"Europa tem de estar preparada mesmo para aquilo que ninguém espera"

O Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa falou sobre o surto do novo coronavírus, no dia em que o português infetado foi transportado para um hospital no Japão.

"Europa tem de estar preparada mesmo para aquilo que ninguém espera"

Marcelo Rebelo de Sousa falou, esta terça-feira, sobre o surto do novo coronavírus. Em declarações aos jornalistas à margem de uma visita a uma associação que combate a exclusão social, na Amadora, o Presidente da República referiu que "com a circulação que existe sobretudo para países vizinhos de fronteira com a Itália, isto acaba por ir parar um pouco a toda a Europa, ou uma parte significativa da Europa".

Portanto, prosseguiu Marcelo, "tudo o que está a ser feito para preparar a estrutura para um eventual agravamento, está a ser feito rápido, mas está a ser bem feito". 

Recordando o que se passou na altura da Gripe A, o Chefe de Estado disse que "soube-se que ela ia chegar muito antes de ela ter chegado". Já no caso do Covid-19, "verdadeiramente, só se soube em janeiro daquilo que está a chegar no final de fevereiro". 

"Houve que pôr de pé, em todos os países, estruturas para responderem a uma hipótese de agravamento", sublinhou. 

Já quanto ao português que se encontrava em quarentena no navio Diamond Princess, no Japão, e que foi esta terça-feira transportado para o hospital, Marcelo referiu: "Quando me perguntaram da primeira vez eu disse que compreendia o estado de espírito do senhor Adriano (...) É muito difícil explicar a essa pessoa que as autoridades estão a fazer os impossíveis e que quem manda no Japão é o Japão". 

Foi necessária uma "grande pressão" que foi feita "permanentemente" sobre o Japão para ajudar alguém que estava naquela situação. "Mas explicar isso a uma pessoa e a quem está à distância é muito difícil. Eu ia falando várias vezes com a Emmanuelle - mulher de Adriano Maranhão", destacou.

Já com o português infetado não foi tão fácil. "Tentei falar com ele mas nunca consegui nem pelo WhatsApp, nem pelo telemóvel, nem pelo Facebook". 

"A Europa foi também apanhada de surpresa. Ninguém foi prevenido. É possível que isto tenha sido sabido na China mais depressa do que nós soubemos, o que é facto é que só foi conhecido em janeiro e a Europa e o Mundo foram descobrindo o que se passava e tiveram de por de pé uma coordenação", acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa. 

"A grande lição para o futuro é esta: A Europa tem de estar preparada mesmo para aquilo que ninguém espera", disse, considerando que "é impossível fechar fronteiras" e que "a solução é preparar para o futuro uma ação conjunta", frisando as consequências económicas deste surto, seja no comércio ou turismo, em todo o mundo. 

Recorde-se que foram esta terça-feira conhecidos novos casos na Catalunha e na Suíça. Há um caso suspeito em Portugal a ser avaliado no Hospital de São João, no Porto. 

O balanço provisório da epidemia do coronavírus Covid-19 é de pelo menos 2.763 mortos e cerca de 81 mil infetados, de acordo com dados reportados por mais de 40 países e territórios.

Além de e 2.715 mortos e 78.064 casos confirmados na China, onde o surto começou no final do ano, há registo de vítimas mortais no Irão, Coreia do Sul, Itália, Japão, Filipinas, França e Taiwan.

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