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Mais dois casos suspeitos de infeção por novo coronavírus em Portugal

Depois de a Direção-Geral da Saúde ter anunciado que havia um terceiro caso suspeito de infeção por novo coronavírus em Portugal, foi revelado em conferência de imprensa, meia hora depois, que os novos casos suspeitos são, afinal, dois.

Mais dois casos suspeitos de infeção por novo coronavírus em Portugal

A Direção-Geral da Saúde (DGS) informou esta terça-feira, numa nota enviada às redações, que "foi validado o terceiro caso suspeito de infeção por novo coronavírus (2019-nCoV) em Portugal, após avaliação clínica e epidemiológica".

Entretanto, em conferência de imprensa em conjunto com o Ministério da Saúde, a DGS revelou que os novos casos suspeitos são dois, ambos cidadãos portugueses do sexo masculino.

Ambos vão ficar internados no Curry Cabral, em Lisboa, hospital de referência para estas situações. No local, serão realizadas as colheitas de amostras biológicas para posterior análise pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA). 

Um dos casos, disse Graça Freitas, é o de um homem de 44 anos que tem sintomas compatíveis e que esteve na região chinesa considerada o epicentro do novo coronavírus

O outro caso é o de um cidadão, com cerca de 40 anos, que também tem sintomas e que esteve em contacto com infectados na empresa alemã onde foram detetados casos de infeção. Também residente na Grande Lisboa, o homem encontrava-se em vigilância desde que chegou a Portugal. Este cidadão, explicou a DGS, faz parte de um grupo de portugueses que esteve em formação na empresa alemã.

"O grupo de portugueses que esteve nesta formação quando regressaram a Portugal entraram num protocolo de vigilância e foi através desse protocolo que este senhor foi detectado", esclareceu Graça Freitas 

Quanto ao grupo de 20 portugueses que foi repatriado de Wuhan para Portugal no domingo, e cujas análises preliminares deram negativo para o novo coronavírus, o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, adiantou que "não estão doentes, estão bem e tranquilos e bem dispostos"

De acordo com o último balanço feito pelas autoridades chinesas, o novo coronavírus já causou a morte a 426 pessoas na província de Hubei, China, numa altura em que o número de infectados já supera os 20 mil. As Filipinas anunciaram no domingo a morte de um cidadão de nacionalidade chinesa, a primeira vítima fatal fora da China.

Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há mais casos de infeção confirmados em 24 outros países, com as novas notificações na Rússia, Suécia e Espanha. A OMS declarou na quinta-feira da semana passada uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional por causa do surto do novo coronavírus (2019-nCoV).

Os sintomas associados à infeção causada pelo novo coronavírus são mais intensos do que uma gripe e incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias, como falta de ar.

Orientações aos profissionais

Na quinta-feira passada, a DGS emitiu um documento com orientações para profissionais do sistema de saúde em Portugal para a prevenção e controlo da infeção pelo novo corinavírus

Perante um caso suspeito, o potencial doente deve ser colocado numa área de isolamento (um quarto, uma sala ou um gabinete), que permita distanciamento social em relação aos restantes utentes ou doentes.

DGS apela a que as unidades de saúde afixem, em locais visíveis, cartazes que alertem os utentes para a necessidade de informar o segurança ou administrativo no caso de terem viajado nos últimos 14 dias de Wuhan, da província de Hubei ou de áreas afetadas pelo novo coronavírus e terem sintomas de infeção respiratória.

Os profissionais de saúde devem aplicar aos casos suspeitos as medidas de controlo de infeção a partir logo do momento da admissão do caso na unidade de saúde.

Na orientação emitida, a DGS indica que os profissionais da triagem ou na inscrição dos utentes devem ser orientados e treinados para a deteção precoce de um possível caso suspeito.

Os casos suspeitos devem ficar internados, em hospitais de referência, num quarto individual de isolamento com pressão negativa e casa de banho privativa.

Se o caso suspeito estiver num hospital de segunda linha, sem área de isolamento com pressão negativa, o potencial doente deve ser colocado num quarto individual com sistema de ventilação.

As unidades de saúde devem colocar profissionais dedicados exclusivamente à prestação de cuidados do caso, restringir visitas e manter o registo de todas as pessoas que entrem na área onde o potencial doente está isolado.

Perante um caso suspeito, a DGS define que as unidades de saúde devem promover o uso de equipamento de proteção individual.

O profissional de triagem deve dar uma máscara cirúrgica ao doente suspeito, acompanhá-lo para um sítio afastado dos outros utentes, se possível para a área de isolamento definida no plano de contingência da instituição, evitando a passagem por sítios com aglomeração de pessoas.

Os profissionais de saúde devem ainda usar equipamento de proteção individual, como bata, máscara, luvas e proteção ocular.

Perante um caso suspeito, os profissionais devem contactar a linha de apoio médico da DGS. Se a suspeita for validada, o caso para a ser "suspeito em investigação" e o doente tem de permanecer na sala de isolamento definida e sem contacto com outras pessoas que não sejam profissionais habilitados.

Caberá ao INEM transportar depois o caso para um hospital de referência.

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