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Saídas de Isabel. "Sinais" que chegam a Belém "não são de preocupação"

Confrontado à chegada a Portugal com a saída de Isabel dos Santos do capital da Efacec, o Presidente da República disse acreditar que "não há razão" para preocupações.

Saídas de Isabel. "Sinais" que chegam a Belém "não são de preocupação"

No dia em que completa quatro anos de mandato, o Presidente da República foi questionado pela RTP, à chegada a Portugal proveniente de Jerusalem,  sobre para que lado pende neste momento o seu coração em relação a uma recandidatura. Tal como tem vindo a afirmar, Marcelo reiterou que "para já não pende para nenhum lado" e que se trata de "uma decisão" que tomará "dentro de dez meses, entre final de outubro e início de novembro".

Falta "uma eternidade" e, precisamente por isso, o chefe de Estado só pensa agora "no cumprimento do mandato". "E tenho muito para fazer lá fora e cá dentro", frisou.

E que dificuldades espera neste último ano de mandato? "Em termos internacionais, diria que se correr bem a relação EUA/China, facilita, na Europa, se a nova equipa entrar bem, facilita, internamente diria que se o OE for aprovado começa a preparação do novo OE e é um período que penso não ser propício a crises políticas", apontou o Presidente da República.

Relativamente à condição da Direita - PSD elegeu o líder no último fim de semana e o CDS fá-lo-á amanhã - o chefe de Estado não quis comentar a vida interna dos partidos, mas sublinhou que "é importante que haja uma alternativa" a uma "área de poder, que é uma área de Esquerda forte". "E essa alternativa supõe que à Direita haja também uma oposição forte ou várias oposições que sejam fortes e possam convergir numa oposição forte à alternativa do Governo". Essa oposição, afirmou, até funciona como um estímulo da governação, tornando-a mais competente

Sobre as novidades em relação à investigação Luanda Leaks, nomeadamente a saída da empresária angolana Isabel dos Santos do EuroBic e da Efacec, o Presidente Marcelo lembrou que esteve ausente do país mas esclarece que há duas realidades". "Uma realidade é aquilo que é a colaboração a nível judicial que possa existir entre autoridades angolanas e portuguesas, isso tem a ver com uma investigação, outra coisa é a situação das empresas, e penso que há uma preocupação muito clara de garantir a sua estabilidade".

"Algumas [dessas empresas] estão em setores importantes da economia portuguesa, como a energia, o sistema financeiro, a indústria, e os sinais que me chegam são de que não há razão para, nem a economia, nem os trabalhadores, nem fornecedores ou clientes, estarem preocupados", afirmou, acrescentando que estamos perante empresas que "têm condições de, eventualmente, haver interessados na aquisição de posições acionistas, e por isso esse problema não se vai colocar tal a importância dessas empresas nos setores e para a economia portuguesa".

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