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Justiça? "Agora é o PS apresentar as propostas do PSD com nuances"

Joaquim Jorge considera que "não deixa de ser curioso um governo PS avançar no combate à corrupção tendo um primeiro-ministro do PS" sido "acusado de vários crimes de corrupção."

Justiça? "Agora é o PS apresentar as propostas do PSD com nuances"

Joaquim Jorge, fundador do antigo Clube dos Pensadores, enviou um artigo de opinião ao Notícias ao Minuto onde escreve sobre a reforma da Justiça em Portugal.

O comentador começa por referir que "o Governo de António Costa, pela mão da ministra Francisca Van Dunem, pretende fazer uma reforma na justiça portuguesa ao nível da colaboração premiada, separação de megaprocessos, juízos especializados em corrupção, acordos de sentenças, magistrados que investigam a acompanhar os julgamentos, entre outros", para depois acrescentar que "não deixa de ser curioso um governo PS avançar no combate à corrupção tendo um primeiro-ministro PS sido acusado de vários crimes de corrupção."

Para o também fundador do Matosinhos Independente, o PS "não está a fazer nada de novo" e até "inviabilizou a tentativa da anterior ministra da Justiça, de avançar com a delação premiada, assim como, instituir o crime de enriquecimento ilícito." Se forem aprovadas as novas medidas, "os louros vão para a nova ministra", sendo que "qualquer governante ambiciona ficar na história, mas não se pode esquecer do passado e do que já se tentou fazer."

"A culpa vai inteirinha para o PS que rejeitou as propostas do PSD, todavia agora é o PS apresentar as propostas do PSD com nuances", considera Joaquim Jorge. 

Quanto à delação premiada, o biólogo refere que "a possibilidade de redução de pena está correta" mas já "a isenção de pena acho mal". "Nos acordos sobre sentenças o acusado paga ao Estado o que lucrou com o crime de corrupção, deve poder beneficiar de uma redução de pena, mas não deve ser ilibado de condenação", escreve.

Referindo que "convém lembrar" o trabalho feito por Joana Marques Vidal e Almeida Rodrigues, o fundador do Matosinhos Independente garante que o problema da justiça em Portugal lhe faz "lembrar o processo de deterioração físico acelerado dos portugueses com a obesidade que acabará por matar-nos a todos antes do câmbio climático."

"A justiça em Portugal antes de mudar morre e fica tudo na mesma. Os políticos andam distraídos, nem dão conta ou fazem de conta da péssima imagem que os portugueses têm da justiça em Portugal. Convém lembrar que os casos maiores de corrupção vêm da área política", remata.

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