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Oposição contra saída da Câmara do Porto da Rede de Judiarias de Portugal

Os vereadores do PS e PSD manifestaram hoje a sua oposição à revogação da adesão do município do Porto à Rede de Judiarias de Portugal, defendendo que as razões apresentadas pela autarquia não "tem sustentação".

Oposição contra saída da Câmara do Porto da Rede de Judiarias de Portugal
Notícias ao Minuto

21:14 - 09/12/19 por Lusa

País Porto

A proposta foi aprovada na reunião do executivo municipal e mereceu o voto contra do PS e a abstenção da CDU e do PSD, que questionou o presidente da autarquia sobre as razões que levaram a esta tomada de posição.

"De facto, também não me parece que haja aqui nesta justificação apresentada uma fundamentação que inequivocamente leve a esta conclusão. Os motivos apresentados são de pormenor", defendeu o vereador do PSD, Álvaro Almeida.

Antes, já a vereadora do PS Maria João Castro, tinha afirmado a sua oposição à proposta de revogação de adesão à Rede de Judiarias de Portugal - Rotas de Sefarad, dizendo não entender os motivos que levam o município a querer sair da rede.

"Quando olhamos para os motivos, o primeiro motivo não parece ter sustentação, ou seja, a câmara alega que existe uma incompatibilidade entre a sinalética da câmara com a sinalética especifica que esta rota tem. (...) Não percebemos muito bem porque é que umas placas com uma sinalética distinta podem incomodar tanto a cidade do Porto", afirmou.

Além disso, frisou a socialista, não se entende por que é que o tratamento da herança judaica a nível municipal não se pode articular com um projeto em rede.

Em resposta à vereadora do PS Odete Patrício, que reiterou não entender qual a vantagem desta decisão, Rui Moreira explicou que a decisão foi tomada com base na avaliação dos serviços municipais ao trabalho desenvolvido, tendo-se concluído que esta "associação não está a ter desenvolvimento".

"O município entende que esta associação não está a ter o desenvolvimento que nós pretendemos. Nós queremos ter um museu da cidade, queremos ter atividades. Não queremos ter parafernália de informação que não esteja de alguma maneira integrada na estratégia da cidade", afirmou, acrescentando que, ao fim de seis anos, esperava-se que este projeto tivesse atingido uma maturação que justificasse a presença da autarquia.

Para o autarca, o que aconteceu, não justifica que a câmara esteja "a hesitar relativamente à própria estratégia na questão dos judeus na cidade".

Também a vereadora da CDU, Ilda Figueiredo, afirmou que por não estarem claras as razões nem da adesão a esta rede, em 2013, nem as de saída, iria abster-se.

Na reunião de hoje do executivo municipal foi ainda aprovada, com as abstenções do PS e da CDU, a constituição do Conselho Municipal de Turismo e o respetivo regulamento, que inclui mais quatro entidades além das inicialmente propostas.

A sugestão foi feita pelas vereadoras Ilda Figueiredo, da CDU, e Odete Patrício, do PS, na reunião anterior, tendo levado à retirada do ponto.

Na nova proposta, foram incluídos representantes da Associação de Comerciantes do Porto, a Associação Portuguesa de Hotelaria e Restauração e Turismo (APHORT), do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte e o Sindicato dos Trabalhadores e Técnicos de Serviços, Comércio, Restauração e Turismo - Delegação Porto.

As duas vereadoras lamentaram, contudo, que as suas sugestões não tenham sido consideradas. No caso do PS apenas uma das instituições sugeridas foi incluída, a associação de comerciantes, já a CDU viu a União de Sindicatos do Porto ser substituída por dois sindicatos ligados ao setor.

O vereador Economia, Turismo e Comércio, Ricardo Valente, salvaguardou, no entanto que, de acordo com a especificidade das matérias para discussão do Conselho Municipal de Turismo do Porto (CMTP), pode o presidente do CMTP "convidar representantes de entidades ou especialistas de reconhecido mérito na área do turismo".

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