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SOS Amianto condena "histeria" e lembra que problema vai além das escolas

Reconhecendo que ainda há muito por fazer, a SOS Amianto condenou esta quinta-feira a "histeria" que poderá originar "um enorme atropelo" a um processo "que se quer responsável e coordenado por técnicos especializados e conhecedores da matéria.

SOS Amianto condena "histeria" e lembra que problema vai além das escolas

Esta posição da plataforma SOS Amianto surge depois das declarações do ministro da Educação que, em entrevista à agência Lusa, disse que nos últimos quatro anos foram removidos "muitos milhares de metros quadrados de placas com amianto" das escolas, embora reconheça existir muito por fazer. 

A SOS Amianto, coordenada por Carmen Lima, lembra que o universo de edifícios em que se exige a retirara desta fibra não se limita às escolas.

"Portugal tem um longo caminho a fazer para a erradicação desta fibra, que apesar de muito presente nas escolas, está também em outros edifícios como hospitais, onde a debilidade dos doentes leva a que esta seja uma questão de enorme risco e igualmente premente de intervenção", refere.

Por outro lado, a plataforma frisa que "a presença de fibra de amianto nos espaços não determina só por si, risco elevado". "Esta situação está dependente do manifesto grau de degradação dos materiais", clarifica.

O grande número de pedidos de esclarecimentos levou a que a SOS Amianto lançasse um PDF informativo, destinado primeiramente à comunidade escolar, que será esta quinta-feira dado a conhecer. 

A plataforma da Quercus defende que a identificação dos materiais com fibra de amianto "não pode ser responsabilidade de pais e professores", tendo em conta que "o conhecimento técnico é essencial para o processo. 

Salientando o trabalho da associação relativamente ao tema - nomeadamente a participação em congressos internacionais que permitiu contactar com o conhecimento e a  realidade noutros países  -, a SOS Amianto reforça que Portugal tem ainda muito a fazer. "E deve ser responsável nos caminhos que enceta para continuar a desamiantagem dos espaços públicos e privados", remata. 

Ainda esta quarta-feira, a mesma plataforma da Quercus - que assinala um ano de existência - denunciou que entraram 34.373 toneladas de amianto em Portugal no ano de 2017, um aumento face às 18.951 toneladas em 2016, sobretudo com resíduos para serem depositados em aterro que contêm amianto.

Esta quinta-feira, sublinhe-se, a associação Zero, o Movimento Escolas sem Amianto (MESA) e a Fenprof lançaram uma petição pública para remoção total do amianto.

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