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SOS Amianto. Um ano de "histórias dramáticas e de sofrimento"

A SOS Amianto - Plataforma de apoio às vítimas do amianto, celebra um ano de vida. A esse propósito, lança um folheto informativo para a comunidade escolar e lembra que remover o amianto dos edifícios pode ser 50 vezes mais barato do que tratar doentes com cancro.

SOS Amianto. Um ano de "histórias dramáticas e de sofrimento"

A plataforma conta que este primeiro ano de existência foi marcado por "histórias dramáticas de perdas humanas e de sofrimento relatadas por familiares e vítimas, trabalhadores de antigas fábricas de fibrocimento, manutenção e estaleiros navais, construção civil entre outros". 

"Histórias com finais trágicos que nos mostram o desenvolvimento de asbestoses e mesoteliomas em Portugal e a certeza que muito há ainda a fazer", diz a SOS Amianto em comunicado enviado às redações assinalando que, um ano depois, "muitas são as histórias para contar que demonstram que esta fibra afetou e continua a afetar muitas pessoas em Portugal".

Feitas as contas, ao longo do ano, foram mais de 200 os contactos a relatar a presença de amianto em fábricas abandonadas, em coberturas de edifícios particulares, em edifícios de escritórios, em escolas, em hospitais, em teatros, em bibliotecas, em universidades, edifícios militares e tantos outros, refere a SOS Amianto.

“Não há um dia em que alguém não nos questione ou denuncie sobre esta problemática", diz Carmen Lima, coordenadora da plataforma criada pela Quercus

“A diversidade da presença de amianto em Portugal é uma certeza que temos que admitir de uma vez por todas”, salienta Carmen Lima, acrescentando que "urge uma intervenção responsável e coordenada por parte de todos os intervenientes”.

Recentemente, foi criada uma plataforma nacional para denúncias de escolas com amianto, uma iniciativa que junta a associação ZERO e a MESA (Movimento Escolas Sem Amianto). 

Tratar doentes de cancro pode ser 50 vezes mais caro do que remover amianto 

A responsável adianta que a SOS Amianto reuniu com todos os grupos com assento parlamentar "numa tentativa de os sensibilizar para esta temática e alertar para a necessidade de regular o setor através da criação de um alvará para as empresas de remoção de amianto e uma certificação para os técnicos que identificam estes materiais, por forma a dar garantias e credibilidade ao mercado, permitindo inclusive às empresas a possibilidade de trabalhar em outros mercados mundiais". 

A plataforma recorda que remover o amianto dos edifícios acabará por ser mais barato do que tratar doentes com cancro

”Analisámos os custos do amianto e concluímos que tratar os doentes de cancro provocado por este carcinogénico pode ser 50 vezes mais caro que remover uma cobertura em fibrocimento", frisa Carmen Lima. 

Por isso, "prevenir continua a ser a chave para o problema", conclui-se. 

"A desinformação pode levar a riscos acrescidos e evitáveis"

Para assinalar o primeiro ano de existência, a plataforma lança - com o apoio da Fenprof - um folheto informativo que ajude a comunidade escolar, um dos grupos mais expostos a espaços com amianto, a conhecer o que é esta fibra e como e quando existe uma maior perigosidade por exposição a este material. "A desinformação" - alerta a responsável - "pode levar a riscos acrescidos e evitáveis". 

A SOS Amianto diz ainda ter comunicado ao Ministério da Educação a listagem de denúncias de escolas ainda contendo amianto, na qual "em muitas situações os materiais já se encontram degradados". 

Segundo a coordenadora da plataforma é igualmente necessário "regular a remoção do amianto em escolas para períodos de pausa letiva. "Evitar a remoção aos fins de semana e feriado é essencial para garantir a segurança de todos os intervenientes", remata. 

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