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"Não está em causa qualidade dos cuidados, nem segurança dos doentes"

A ministra da Saúde garantiu esta sexta-feira que a qualidade dos cuidados de saúde prestados, assim como a segurança dos doentes assistidos nas urgências do Hospital de Santa Maria e no Hospital Pulido Valente.

"Não está em causa qualidade dos cuidados, nem segurança dos doentes"

As declarações de Marta Temido acontecem um dia depois de 21 chefes de equipa do serviço de urgência do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte terem pedido escusa de responsabilidade

Questionado pelos jornalistas, a governante disse estar tudo a funcionar "com normalidade". 

Marta Temido acentuou que o "alerta" dos chefes de equipa merece "a maior atenção". 

"[Os profissionais] alertaram que não têm número de especialistas de acordo com aquilo que são as recomendações. As recomendações são orientações de boas práticas e procuramos garanti-las, mas isso não inibe que os serviços se mantenham em sobre-esforço", afirmou.

"Devemos uma palavra de agradecimento aos serviços", declarou Marta Temido, garantindo de seguida que "não está em causa a qualidade dos cuidados, nem a segurança dos utentes".

"É importante que se perceba que quando estes alertas são dados procuramos olhar para os problemas e tentar encontrar soluções com os profissionais", salientou ainda. 

Nas declarações aos jornalistas, à margem da inauguração do primeiro robô cirúrgico no Curry Cabral, a ministra procurou evidenciar que nem tudo corre mal no Serviço Nacional de Saúde. "Hoje é um dia feliz, apesar dos constrangimentos", afirmou, adiantando que, no dia de hoje, haverá outros "motivos de satisfação". 

Estes momentos positivos "menos reflectidos na opinião pública, menos interiorizados por todos nós, são sinais que importa também sublinhar porque acontecem a par e passo com outras coisas". 

Nesse sentido, pediu: "Não nos podemos esquecer daquilo que funciona bem e daquilo que são os momentos de satisfação". 

Quanto ao primeiro robô cirúrgico no SNS, inaugurado hoje no Hospital Curry Cabral, Marta Temido agradeceu a "generosidade" do Princípe  Aga Khan por ter doado o equipamento que custa entre três a quatro milhões e meio de euros, segundo a administração do CHLC.

"Os Estados nunca têm capacidade para acorrer a uma panóplia de necessidades que em Saúde são sempre crescentes. Outros sistemas de saúde de natureza privada têm algum acesso a estes equipamento mais rápido", pontuou. 

A ministra afirmou ainda que "seremos provavelmente mais lentos do que aquilo que desejaríamos". Todavia, "a grande vantagem do SNS é que ele não deixa ninguém à porta e isso nunca nos podemos esquecer".

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