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Lisboa. Médicos entregam minutas de escusa de responsabilidade

"Não estão reunidas condições para a prestação de cuidados de saúde de qualidade e com necessária segurança", queixam-se 21 chefes de equipa de urgência do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, que integra o Hospital de Santa Maria e o Hospital Pulido Valente.

Lisboa. Médicos entregam minutas de escusa de responsabilidade

Vinte e um chefes de equipa do Serviço de Urgência (SU) do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN) entregaram minutas de escusa de responsabilidade dada a situação de "carência de recursos humanos médicos".

Estes profissionais, refere a nota enviada ao Notícias ao Minuto, afirmam que "não estão reunidas as condições para a prestação de cuidados de saúde de qualidade e com a necessária segurança, que permitam assegurar o exercício da profissão segundo a legis artis".

Os 21 chefes de equipa do Hospital Santa Maria e do Hospital Pulido Valente afirmam que as equipas escaladas para o SU "não cumprem os mínimos" recomendados pelo Colégio da Especialidade de Medicina Interna para que seja assegurado o cumprimento das boas práticas clínicas, no período das 20 às 8 horas durante os dias da semana e durante as 24 horas dos fins de semana e feriados, no que toca ao número e diferenciação de médicos.

Apesar de garantirem "desenvolver todos os esforços para obviar a que surja algum incidente e para prestar os melhores cuidados ao seu alcance", estes 21 profissionais não assumem "qualquer responsabilidade pelos acidentes ou incidentes que possam verificar-se em resultado das deficientes e anómalas condições de organização do serviço causadas pela insuficiência de meios humanos".

Face ao cenário exposto, e que tem sido recorrente no Serviço Nacional de Saúde (SNS), o Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS) responsabiliza "os sucessivos Conselhos de Administração do CHULN pela gestão danosa de recursos humanos".

Mas não só. "Responsabiliza ainda os sucessivos governos pela política desastrosa levada a cabo no Serviço Nacional de Saúde (SNS), na qual a carreira médica tem sido um alvo preferencial, provocando a deserção dos médicos para os privados e estrangeiro".

Terminando, o sindicato apela ao Ministério da Saúde para "iniciar a dignificação da carreira médica, tornando o SNS atrativo, tanto para os médicos fora do SNS como para aqueles que permanecem e fazem todos os esforços para o manter como um serviço público de elevada qualidade". 

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