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Manifestação contra Governo do Iraque junta mais de uma dezena em Lisboa

Mais de uma dezena de pessoas manifestou-se hoje defronte da embaixada do Iraque em Lisboa em solidariedade com os protestos contra o desemprego e pelo fim da corrupção naquele país e que já provocaram mais de 100 mortos.

Manifestação contra Governo do Iraque junta mais de uma dezena em Lisboa

"Somos expatriados em Portugal que realizaram esta manifestação [de solidariedade] com o nosso povo, os iraquianos", explicou à agência Lusa Ayad Alquissi, organizador do protesto.

Há 12 anos em Portugal, Ayad Alquissi lamentou que no Iraque não há "dignidade" e que a população não tem condições básicas de vida.

"Onde está a democracia?", questionou o organizador acrescentando que o povo iraquiano quer apenas "água, luz, trabalho e estudos".

Empunhando bandeiras e cartazes em que se lia "Save the Iraq people" (Salve o povo iraquiano), "Iraq is Burning" (Iraque está a arder) ou "Pior que a Opressão é a Submissão" o grupo de manifestantes concentrou-se em frente à embaixada do Iraque em Lisboa, gritando: "Irão, fora, fora! Bagdad continua livre!", "Vocês são todos ladrões!", "Os sunitas são nossos irmãos e não vamos vender a nossa terra!", "Nós damos a nossa alma e sangue pelo nosso país!" e "Não à corrupção".

"Desde que as manifestações e as mortes no Iraque começaram que eu não consigo concentrar-me nos estudos, porque há pessoas no meu país a morrer", indicou o jovem estudante Ayaz Abachi que faltou às aulas para poder "apoiar os iraquianos que estão no Iraque".

"É um dever meu enquanto iraquiano, enquanto irmão dos que sofrem. É como quando tens algo no teu coração que te diz que tem de ser feito. Não há como ficar em casa, ter uma vida normal, enquanto os teus irmãos estão a morrer", acrescentou Ayaz Abachi que vive há um ano em Portugal.

Presente na manifestação, o jovem Ali, de 28 anos, pediu "à comunidade internacional que apoie o povo iraquiano e que boicote o regime do Iraque", uma vez que morreram "imensos civis no país".

"Tentam fazer que não tenhamos voz. E hoje viemos aqui mostrar o nosso apoio a todos os iraquianos que enfrentam a morte pelo Governo iraquiano. Pedimos que o regime mude, porque são ditadores", afirmou.

"As pessoas no Iraque protestam contra o Governo, porque o atual regime pertence ao Irão. Preocupam-se com a política iraniana e não com as vantagens para o povo do Iraque. Espiam para o Irão", acusou Ali acrescentando que se sentem "parte do Irão e não do Iraque".

Ali que vive em Portugal há três anos disse ainda que apesar de não ter "uma boa vida" sente-se seguro.

Desde 01 de outubro que milhares de iraquianos se manifestam contra a corrupção e a falta de empregos e serviços públicos.

Os protestos, que começaram em Bagdad e alastraram por quase todo o sul do país, têm sido fortemente reprimidos pelas forças de segurança iraquianas, com o registo de milhares de feridos.

Segundo o porta-voz do Ministério do Interior iraquiano, 104 pessoas, incluindo oito polícias, morreram e pelo menos 6.100 pessoas ficaram feridas durante os protestos em Bagdad e no sul do país.

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