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Escola de Varzim já resolveu questão das casas de banho para transgéneros

A escola Secundária Eça de Queirós foi confrontada, há um ano, com o caso de uma aluna em mudança de sexo e arranjou logo solução.

Escola de Varzim já resolveu questão das casas de banho para transgéneros

Um ano antes do polémico despacho do Governo, que decreta que as escolas tenham casas de banho e balneários adaptados aos alunos transgénero, já a Secundária Eça de Queirós, na Póvoa de Varzim, tomava a decisão de arranjar uma solução para uma aluna em processo de mudança de sexo.

À TVI, a direção da escola contou que a estudante de 16 anos não se sentia confortável em utilizar as casas de banho e balneários femininos por isso, em diálogo com a encarregada de educação e com a diretora de turma chegou-se à conclusão que deviam adaptar uma casa de banho para alunos com mobilidade reduzida para esta jovem.

“A aluna não se sentia bem nas casas de banho nem nos balneários femininos e, obviamente, também não podia permitir que ela fosse aos balneários masculinos, uma vez que era uma aluna, tinha sexo feminino. Então adaptamos uma casa de banho para alunos com mobilidade reduzida, colocando um chuveiro e um cacifo na casa de banho de forma a que, o aluno pudesse ter alguma privacidade”, explicou o diretor da escola.

Sobre a polémica que, nos últimos dias, tem envolvido o despacho do Governo, que obriga as escolas a adaptar as casas de banho e balneários para alunos transgénero, a direção da Secundária Leonardo Coimbra diz que é preciso “cuidado na aplicação” para não tornar “mais visível situações que devem ser tratadas com algum recato e privacidade”.

Recorde-se que, um ano depois da entrada em vigor da Lei da Identidade de Géneros, chegou o despacho que coloca menos barreiras aos alunos transgénero. Além da questão das casas de banho e balneários, este documento fala do respeito pelo nome que o aluno transgénero que ser tratado e da liberdade de escolher o uniforme.

As novas regras devem ser implementadas já este ano letivo. Contudo, a norma não é consensual, já levantou várias críticas por parte da Direita portuguesa e até deu origem a uma petição que conta já com 27 990 assinaturas.

Uma polémica que promete se arrastar, pelo menos, até ao arranque de ano letivo.

[Notícia corrigida às 21h12 - Alterado nome da escola]

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