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Abrir embaixada na Costa do Marfim é sinal da aposta de Portugal no país

O Presidente da República confirmou hoje que Portugal vai abrir uma embaixada em Abidjan, o que apontou como "um sinal simbólico forte" da sua aposta na Costa do Marfim, contra a tendência de redução de embaixadas.

Abrir embaixada na Costa do Marfim é sinal da aposta de Portugal no país

"A amizade exige passos simbólicos. E assim, depois de a Costa do Marfim permitir que haja um cônsul honorário este ano, nós vamos abrir uma embaixada portuguesa na Costa do Marfim", declarou Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio Presidencial em Abidjan, confirmando o anúncio feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

Perante a comunicação social, tendo ao seu lado o Presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, o chefe de Estado português acrescentou: "Não escondo, senhor Presidente, que é um triunfo dos dois países, mas é um triunfo pessoal seu, porque eu sei como o senhor Presidente se empenhou nisso. E também posso dizer que em Portugal todos nos empenhámos nisso".

"Num tempo em que a tendência é para reduzir o número de embaixadas, a abertura desta embaixada é um sinal simbólico forte da aposta de Portugal na Costa do Marfim", considerou Marcelo Rebelo de Sousa.

Na quarta-feira, no parlamento, O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, disse que "durante o ano de 2020 Portugal abrirá representação diplomática em Abidjan", referindo que já tinha comunicado isso quando esteve na Costa do Marfim, em maio deste ano.

"E o Presidente da República di-lo-á, com outra solenidade, amanhã [quinta-feira], quando iniciar a sua visita de Estado", adiantou o ministro, ouvido na Comissão de Negócios Estrangeiros, em resposta ao deputado do PSD Paulo Neves.

Portugal e a Costa do Marfim tinham acordado em 2015 abrir embaixadas em Lisboa e Abidjan, o que pela parte costa-marfinense foi cumprido em 2016. Em 2017, o Presidente costa-marfinense fez uma visita a Portugal, inédita.

Na sua intervenção no Palácio Presidencial de Abidjan, Marcelo Rebelo de Sousa disse que nos últimos dois anos têm sido dados "passos muito importantes no estreitamento das relações" bilaterais, destacando "o domínio económico e financeiro, com investimentos de marfinenses em Portugal e de portugueses na Costa do Marfim".

No seu entender, Portugal e a Costa do Marfim são ambos "plataformas de diálogo no mundo" e "têm cooperado para a paz, para o diálogo, para uma visão multilateral".

O chefe de Estado salientou que "Portugal celebrou com a Costa do Marfim o único acordo militar que não respeita a um país membro da comunidade de língua portuguesa", em abril deste ano, e realçou também "a aposta da presença da língua portuguesa" neste país africano francófono.

Antes, o Presidente da Costa do Marfim deu-lhe as boas-vindas numa língua local, 'Akwaba', descreveu as relações entre os dois países como "uma longa e sólida amizade" e defendeu que "é importante reforçar a cooperação em todos os domínios", nomeadamente no clima e no plano económico.

"Queremos reforçar essa cooperação com a perspetiva de diversificar a nossa economia", afirmou, manifestando disponibilidade para cooperar com Portugal com durante o mandato da Costa do Marfim no Conselho de Segurança das Nações Unidas "em matérias de interesse comum, a favor da paz e da segurança no mundo".

Alassane Ouattara deu ainda os parabéns pela vitória de Portugal na Liga das Nações.

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