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Contingente da Proteção Civil mobilizado para figurar em novela da SIC

As gravações da novela 'Flor de Sal' pretenderam recriar os cenários de incêndio de outubro de 2017, que devastaram, entre outras, a região de Leiria.

Contingente da Proteção Civil mobilizado para figurar em novela da SIC

Um forte contingente de meios de combate a incêndios e de emergência estiveram mobilizados, nesta quarta-feira, em Leiria, para participarem nas filmagens da ficção nacional. Em causa está a novela 'Flor de Sal', da SP Televisão, que pretendeu recriar os trágicos acidentes de outubro de 2017.

A informação avançada pelo Jornal de Notícias dá ainda conta de que a representação incluiu cenários de fuga em pânico de milhares de banhistas das praias da região. Foi igualmente replicado o posto de comando "exatamente onde esteve o verdadeiro há dois anos", conta também o jornal.

Recorde-se que os incêndios de outubro de 2017 provocaram a morte a 49 pessoas e ferimentos a cerca de 70. Na sequência da tragédia que se abateu sobre território nacional, 1.500 casas e mais de 500 empresas ficaram destruídas, para além de grande parte do Pinhal de Leiria, que foi igualmente devastado pelas chamas.

De salientar ainda que a tragédia motivou o pedido de demissão de Constança Urbano de Sousa, ministra da Administração Interna à data, e do secretário de Estado, Jorge Gomes.  

Nesta encenação estiveram presentes as corporações de bombeiros de Leiria - Maceira, Ortigosa e Voluntários -, o INEM, os militares do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS), a Força Especial de Bombeiros e o SIRESP.

Contactada pelo Notícias ao Minuto, fonte oficial da ANEPC assegura, que "em nenhum momento esteve em causa o socorro à população" e "os meios mobilizados, na sua maioria, meios de apoio e não de combate direto, não foram retirados dos dispositivos de resposta operacional, sendo meios de reserva".

Já Luís Ferreira, comandante dos Bombeiros de Maceira, corporação que marcou presença na recriação da tragédia de 2017, explicou que o pedido chegou à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) por parte da produção da novela, que avaliou "a possibilidade de os meios serem utilizados para fazer cenário".

Questionado relativamente à utilização de meios que poderiam ser necessários numa situação de efetiva necessidade, Luís Ferreira garantiu que essa questão não esteve em causa, já que "não foram utilizados meios operacionais nem tão pouco veículos de combate a incêndios. Foi apenas para figuração", retorquiu.

Contactado pelo JN, o responsável pelo Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Leiria, Carlos Guerra, defendeu que as suas ordens surgiram na sequência "das autorizações e das respetivas orientações que vieram do comando nacional".

Ao Notícias ao Minuto, fonte oficial da SP Televisão garantiu que "ao primeiro sinal de alerta, as gravações seriam canceladas". 

[Notícia atualizada às 13h03]

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