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GNR confirma ribeira contaminada na Trofa e contraordenação à Litel

As águas da ribeira de Lantemil, na Trofa, estão contaminadas devido a descargas poluentes tendo, em janeiro, sido levantado um auto de contraordenação à Litel, disse hoje à Lusa fonte do Comando Territorial do Porto da GNR.

GNR confirma ribeira contaminada na Trofa e contraordenação à Litel
Notícias ao Minuto

18:02 - 30/04/19 por Lusa

País Porto

A confirmação da Guarda, que através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) "recolheu provas no local" e que foram depois enviadas à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), informou o capitão Francisco Martins sucede à denúncia feita pelo morador em Santiago de Bougado Jorge Moreira, que dá conta de "três descargas poluentes em 2019".

"Confirma-se a contaminação do ribeiro de Lantemil", sublinhou a fonte da GNR, dando conta da existência de "diversas denúncias de mau cheiro, sendo possível encontrar dois tipos de detritos na água".

A água "foi contaminada em janeiro de 2019", altura em que a "GNR elaborou um auto de contraordenação à Litel [empresa do ramo da litografia] e que foi enviado para a Agência Portuguesa do Ambiente", acrescentou à Lusa.

Outro detrito presente na água "é uma espuma branca, que não é contínua, que aparece e desaparece", facto que dificulta a ação do SEPNA que "desconhece a sua origem", disse o militar.

A fonte disse ainda estar "marcada, mas ainda sem data, uma deslocação da APA ao local para que os próprios façam a recolha e possam perceber de onde possa surgir a espuma branca".

Em declarações à Lusa, Jorge Moreira queixou-se de "descargas poluentes desde 2016" para o ribeiro de Lantemil "sem que as autoridades intervenham".

"Só em 2019 já houve três descargas, sempre à noite e quando está a chover", acrescentou, acusando a "Litel pela poluição" do curso de água que sempre que acontece torna-se "num ribeiro negro, onde a água fumega e tem um cheiro pestilento".

Do ribeiro de Lantemil, explicou Jorge Moreira, a poluição segue para o rio Trofa e depois para o rio Ave, concluindo tratar-se de um caso de "saúde pública" e para o qual "alertou a câmara", mas "sem efeitos práticos".

A Lusa contactou a autarquia, que disser ter "conhecimento das descargas" e que "todas as situações são comunicadas ao SEPNA, entidade com competência de fiscalização nesta matéria".

Em resposta à Lusa, a Litel argumenta que tem "sido sempre responsável e capaz" de tratar os seus efluentes "dentro da conformidade legal", informando "nunca ter sido autuada pelo SEPNA".

Informando ter "desde há muitos anos" uma "unidade de tratamento para esse efeito", acrescentou, nesse contexto, que "não se confirma qualquer saída de efluente industrial direto, as ditas descargas, para o meio ambiente".

"Mais se informa que o referido ribeiro de Lantemil, não é contíguo às instalações da Litel, não existindo qualquer ligação direta ou indireta a este ou outro curso de água, pelo que nunca foi efetuada qualquer descarga no mesmo", lê-se na resposta em que a Litel afirma estar "ligada ao coletor municipal".

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