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Adeus, Dina! A tua música ficará sempre entre nós

Cantora e compositora morreu esta quinta-feira aos 62 anos, vítima de fibrose pulmonar.

Adeus, Dina! A tua música ficará sempre entre nós

Sexta-feira, 12 de abril de 2019, amanheceu triste. A notícia da morte de Dina, aos 62 anos, espalhou-se pelas redações e pelo país rapidamente. Tão rápido quanto as memórias dos momentos que tiveram como banda sonora as músicas de sucesso da cantora. Porque mesmo quem não é fã da canção pop, consegue reconhecer o talento de Dina, o clássico ‘Amor de Água Fresca’, que venceu o Festival da Canção de 1992, e trautear o “Há Sempre Música Entre Nós”.

Hoje, sábado dia 13, é dia de dizer adeus. O velório da cantora está a acontecer desde as 17h00 de ontem na Igreja Paroquial de São Tomás de Aquino, em Lisboa. O funeral, reservado a familiares e amigos de Dina, está marcado para as 14h00, no cemitério dos Olivais.

Apesar de a notícia da morte de Dina só ter sido revelada na sexta-feira, a cantora morreu na noite de quinta, dia 11 de abril, no Hospital Pulido Valente, em Lisboa, vítima de uma fibrose pulmunar, diagnosticada em 2006.

Dez anos depois, em 2016, Ondina Veloso, como na verdade se chama Dina, decidiu terminar a sua carreira por ser demasiado doloroso continuar com uma doença tão grave. O ponto final foi dado com dois espetáculos, um no Teatro São Luiz, em Lisboa, e outro No Teatro Rivoli, no Porto.

O concerto contou com cerca de uma dezena de músicos portugueses que quiseram homenagear desta forma Dina e a sua carreira que chegou a ultrapassar as quatro décadas

A artista, nascida em Carregal do Sal, em 1956, iniciou a carreira na década de 70. Em 1986 editou o seu primeiro álbum, ‘Dinamite’, que viria a ser a explosão para o sucesso.

Seguiram-se os êxitos ‘Guardado em Mim’, ‘Pássaro Doido’, ‘Em Segredo’, ‘Gosto do teu Gosto’, ‘Pérola rosa, verde, limão, marfim’, Aguarela de Junho, ‘Amor de Água Fresca’ e ‘Há sempre Música entre Nós’.

E é esse sentimento que a morte de Dina deixou. Apesar da nostalgia do adeus, a música de Dina ficará sempre entre nós.

O que é uma fibrose pulmunar?

É uma doença rara, que afeta 27 em cada 100 mil portugueses. Os sintomas vão muito para além do sistema respiratório, e afetam o coração e o cérebro.

De acordo com um relatório do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias, a maior parte dos doentes em Portugal só sobrevive até três anos e meio após o diagnóstico. Dina sobreviveu 13 anos.

A doença instala-se quando pulmões desenvolvem algum tipo de ferimento e o processo de cicatrização não acontece de forma normal. Algumas partes do órgão começam a ficar espessas e rígidas. Quando isso acontece, os alvéolos são substituídos por fibrose, um tecido que impede a elasticidade dos pulmões e trava o transporte do oxigénio para o resto do corpo.

As consequências da anormalidade do funcionamento dos pulmões é drástica. Não só torna cada vez mais difícil a respiração, porque os pulmões vão endurecendo com o passar dos dias, como faz com que os órgãos deixem de funcionar pela falta de oxigénio.

A fibrose pulmunar é uma doença que não tem cura e é impossível determinar as causas. Contudo, o tabaco, o contacto constante com poeiras, o contacto com aves e com poluição são considerados fatores de risco.

Numa fase inicial a doença não apresenta quaisquer sintomas. Mais tarde surgem episódios de falta de ar, tosse, diminuição de apetite e perda de peso.

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