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Balanço arrasador, ajuda a caminho. Há 30 portugueses por localizar

O balanço é provisório e já é arrasador: mais de 300 mortos à passagem do ciclone Idai em três países africanos. Em Moçambique, há 30 portugueses por localizar. De Portugal já seguiu um dispositivo das Forças Armadas para ajudar na busca e salvamento na cidade da Beira.

Balanço arrasador, ajuda a caminho. Há 30 portugueses por localizar

O ciclone Idai, apontado como um dos piores desastres do Hemisfério Sul, deixou um rasto de destruição por Moçambique, Maláui e Zimbabué, de uma dimensão que a passagem dos dias começará a destapar. As imagens aéreas da Cruz Vermelha mostram um cenário de devastação. 

Os balanços provisórios apontam para mais de 300 mortos, mas é possível que esse número venha a ultrapassar os mil. Entre os três países, mais de 1,5 milhões de pessoas foram afetadas pelo ciclone. 

Com fortes chuvas e ventos de até 170 quilómetros por hora, o ciclone atingiu a Beira (centro de Moçambique) na quinta-feira à noite da semana passada, deixando os cerca de 500 mil residentes na quarta maior cidade do país sem energia e linhas de comunicação.

O mau tempo, contudo, não dá tréguas, com previsão de chuva intensa e trovoadas até ao fim de semana.  Outra das preocupações é a abertura das barragens para evitar colapsos. 

Só aí, em Moçambique, as autoridades falam em mais de 200 vítimas mortais e de 350 mil pessoas "em situação de risco". Quanto à população portuguesa afetada pelo Idai, o Governo apenas conseguiu reunir informação esta quarta-feira, tendo divulgado, em conferência de imprensa, que há 30 portugueses ainda por localizar na cidade da Beira

Face à dimensão da calamidade, de Portugal partiram dispositivos das Forças Armadas para Moçambique, onde a população sobrevivente desespera por ajuda. Era já madrugada quando saíram rumo ao país a força de reação rápida portuguesa, da qual fazem parte 35 militares, uma equipa cinotécnica e médicos, revelou  Augusto Santos Silva durante a tarde. 

O governante explicou que as dificuldades de comunicação na cidade da Beira têm sido difíceis de contornar. "Só consegui contactar com o cônsul da Beira três dias depois do início da tragédia", indicou, sublinhando que o facto de "haver neste momento 30 pedidos de localização de portugueses não quer dizer, por enquanto, outra coisa que não que ainda não foi possível estabelecer contacto".

"Continuamos sem qualquer registo de qualquer cidadão português ou cidadã portuguesa entre as vítimas conhecidas em Moçambique", acrescentou.

Antes da partida das forças portuguesas, Marcelo Rebelo de Sousa dirigiu-se até à Base Aérea de Figo Maduro, em Lisboa, para dar um "abraço" aos fuzileiros.  Por seu turno, José Luís Carneiro, secretário de Estado das Comunidades, que já se encontrava ontem em Moçambique,  seguiu  para a cidade da Beira onde irá esta quinta-feira prestar apoio junto da comunidade portuguesa.

Roupa, calçado, comida. Como ajudar a população de Moçambique?

Com o arrastar dos dias, a população já protesta por comida. "Queremos comida", gritam centenas, numa manifestação espontânea na cidade da Beira, esta quarta-feira. Os desafios dos sobreviventes são a outra face da tragédia e a que se prolongará no tempo. No imediato, faltam os bens essenciais. Mas no horizonte há ainda o risco de proliferação de doenças

A embaixada de Portugal em Moçambique emitiu, esta quarta-feira, um comunicado onde indica que a recolha de donativos para as zonas afetadas pela passagem do ciclone Idai estará centralizada, a partir de quinta-feira, dia 21 de março, num espaço dedicado (Av. OUA n.º 1095, instalações da MEGA, das 8h00 às 19h00).

A recolha, explica a embaixada, será coordenada pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, por forma a organizar as várias iniciativas populares de angariação de donativos “de acordo com as prioridades e necessidades identificadas por aquele Instituto”.

Quem se encontrar em Moçambique poderá dirigir-se às instalações mencionadas ou contactar o Instituto. Estas são, a título indicativo, as prioridades neste momento: produtos alimentares não perecíveis; produtos para tratamento de água; lençóis, mantas, redes mosquiteiras; produtos de higiene (sabão, sabonete); roupa e calçado.

Por seu turno, para quem quiser ajudar a partir de Portugal, a embaixada de Moçambique em Lisboa apelou também esta quarta-feira a doações de "produtos alimentares enlatados, com período de validade prolongado"; "produtos para o tratamento de água, produtos de higiene e limpeza", assim como "apoio monetário".

Os produtos devem ser enviados para a sede nacional da Cruz Vermelha Portuguesa, no Jardim 9 de Abril, 1249-083 em Lisboa, e os donativos em dinheiro para a conta com o IBAN PT50.0010.0000.363191100017.4 ou através do Multibanco por pagamento de serviços para a entidade 20999, com a referência 999 999 999.

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