Meteorologia

  • 19 ABRIL 2019
Tempo
13º
MIN 11º MÁX 14º

Edição

Enfermeiros? "Não há nenhum braço-de-ferro, não há é acordo"

António Costa defende que há reivindicações por parte dos enfermeiros "absolutamente impossíveis no esforço" que o Governo tem vindo a fazer.

Enfermeiros? "Não há nenhum braço-de-ferro, não há é acordo"
Notícias ao Minuto

12:25 - 11/03/19 por Filipa Matias Pereira 

País António Costa

No ano passado, nos cuidados primários foram feitas 31 milhões de consultas. Houve mais 589 mil do que em 2015. “Mas não chega. Há pessoas à espera de consulta”. Os números e a constatação são de António Costa que, em declarações aos jornalistas à margem da visita ao Centro de Saúde de Odivelas, defendeu que é necessário “continuar a investir e para isso temos de oferecer melhor condições para que o Serviço Nacional de Saúde seja competitivo na atração de profissionais”.

O primeiro-ministro recordou que, “quando nos dizem que estão a investir mais 1.300 milhões de euros, mas que é tudo gasto com pessoal, não é verdade”. O investimento, de acordo com o chefe de Governo, está a ser feito também “em 100 novas unidades de saúde familiares, em 33 centros de saúde, na redução das taxas moderadoras em 25% e na aquisição de tratamentos”.

Costa reconhece que as classes de profissionais reivindicam “porque têm expectativas”. Porém, fez sobressair, compete ao Governo “conseguir combinar de forma virtuosa estas diferentes necessidades, para fazer o que lhe compete: melhorar o SNS”.

Já questionado em relação aos protestos dos enfermeiros, o primeiro-ministro asseverou que “não há nenhum braço-de-ferro”. As “questões principais que estavam em causa”, afiançou, “estão umas resolvidas, outras em resolução. A primeira grande reivindicação era a reposição do horário de trabalho nas 35 horas, e não só foi cumprida para quem tinha perdido, como foi alargado para os enfermeiros que entraram no sistema com contrato individual de trabalho”.

Para lá disso, “temos mais 4.100 enfermeiros do que tínhamos no início da legislatura e para os enfermeiros especialistas repusemos o subsídio próprio de enfermeiro especialista. Neste momento estamos a aguardar o fim do prazo que os sindicatos têm para se pronunciarem para o debate público que apresentamos em relação à carreira”.

Nessa altura, “estaremos em condições de aprovar a nova carreira para que, para além da enfermeiros, tenhamos a categoria de enfermeiro especialista e de enfermeiro gestor”. Explicou o primeiro-ministro, neste contexto, que “a lei impõe que nestes processos negociais haja um prazo que os sindicatos tenham direito a responder. Estamos por isso à espera do dia 28 para poder legislar”.

Costa reiterou ainda que “não há nenhum braço-de-ferro, não há é acordo porque há reivindicações que são absolutamente impossíveis no esforço que temos vindo a fazer”.

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Acompanhe o site eleito pelo segundo ano consecutivo Escolha do Consumidor.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório