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Portugal-Angola. O afeto e o que havia a fazer e que "não ficou no papel"

Marcelo Rebelo de Sousa está em Angola, onde se encontrou esta quarta-feira com o presidente angolano, João Lourenço.

Portugal-Angola. O afeto e o que havia a fazer e que "não ficou no papel"
Notícias ao Minuto

12:20 - 06/03/19 por Pedro Filipe Pina 

País Presidente

O Presidente da República encontra-se em Angola, onde esta quarta-feira foi alvo de uma condecoração

Momentos depois, lado a lado no palanque, João Lourenço e Rebelo de Sousa discursaram, enaltecendo a relação entre os dois países virada para o "futuro".

Da parte de João Lourenço, foram destacadas as assinaturas, em sete meses, de 35 instrumentos de cooperação" que só podem "ter um significado: a vontade férrea de ambos os países em manterem-se de mãos dadas, cooperando nos mais diversos domínios, em prol do desenvolvimento" e "bem estar dos povos" de Portugal e Angola.

João Lourenço terminou a sua declaração com um "bem-vindo" a Marcelo e desejos de que tudo decorra da melhor forma, para ambos os países, nestes dias de visita de Estado que irá durar até sábado.

Marcelo Rebelo de Sousa iniciou o seu discurso fazendo uma referência às palavras de Agostinho Neto, eternizadas num mural que o homenageia. "Lá, numa parede, está escrito: o mais importante é resolver os problemas das pessoas".

"Esse tem sido o lema dos últimos seis, sete meses", destacou. "É verdade que quando aqui estive, para a tomada de posse do presidente João Lourenço [26 de setembro de 2017], daqui saí com uma expectativa e esperança que vieram a concretizar-se nestes últimos seis meses. E vieram a concretizar-se, antes do mais, porque houve vontade política de resolver problemas das pessoas".

"Essa vontade política que se traduziu em três visitas em seis meses tinha um obejtivo: reforçar os laços entre Portugal e Angola, mas era sobretudo olhar para o futuro e construir um futuro melhor, resolvendo problemas das pessoas", realçou Marcelo.

Destacando a abrangência de acordos celebrados neste tempo, das áreas de soberania à financeira, passando pela cultura e educação, o Presidente da República realçou a importância "de não deixar que os acordos ficassem no papel, mas passassem à prática".

"Tudo isto só foi possível fazer, sabe-o quem conhece a diplomacia e a política, porque houve vontade política, porque houve um espírito de parceria, houve o elevar o nosso relacionamento a uma parceria estratégia. Já não é só amizade, não é só cooperação. É parceria, bilateral e multilateral", salientou.

"Este é, portanto, um momento muito significativo". E é-o "porque é um momento vivido a pensar nas pessoas". 

Marcelo reservou ainda um termo que lhe é caro e que já se associa à sua atuação política: "o afeto". 

"Preparou o presidente João Lourenço um programa intensivo nestes dias. Tentarei corresponder-lhe, e não apenas no que é muito importante, ouvindo, aprendendo, recebendo mas também dando, mas fazê-lo com afeto. Até porque como me disse um de entre os vossos: um afeto às vezes vale mais do que mil intenções", concluiu.

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