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Falta de anestesistas condiciona urgência da Maternidade Alfredo da Costa

Grávidas estão a ser encaminhadas para outros hospitais de Lisboa.

Falta de anestesistas condiciona urgência da Maternidade Alfredo da Costa

A urgência da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa, está encerrada na véspera e dia de Natal, por falta de anestesistas.

Como a MAC tem apenas um anestesista escalado para estes dois dias, a maternidade não está a receber grávidas este Natal. As pré-mamãs estão a ser encaminhadas para outros hospitais da capital.

A única exceção é se houver algum caso de uma urgência relacionada com bebés muito prematuros.

O Notícias ao Minuto tentou obter uma reação por parte da MAC, contudo, atendendo ao facto de ser véspera de Natal e “por haver tolerância de ponto” não foi possível estabelecer o contacto com Gabinete de Relações Públicas daquela maternidade.

Entretanto, em declarações à RTP, a diretora de serviço deu conta de que o "défice de anestesistas" é uma situação inédita, apelando à tranquilidade das grávidas, pois poderão ser reencaminhadas para outros hospitais.

"Há escassez de recursos humanos, nomeadamente, muito sentidos ao nível da anestesia. Obviamente não é uma situação desejável, nunca tinha acontecido desta forma, mas o que é facto é que, felizmente, no Serviço Nacional de Saúde funcionamos em rede e as grávidas podem estar tranquilas que será assegurado o atendimento e o internamento noutros hospitais", afirmou Clara Soares.

Saliente-se que fonte oficial do Centro Hospital de Lisboa Central adiantara já à agência Lusa que "a urgência está aberta, só se for algum caso em que o parto não seja urgente será encaminhado para outro hospital. As senhoras podem vir, serão observadas na Maternidade, depois da análise da sua situação, será decidido o que fazer. Se não for urgente, se não for iminente o parto, será encaminhado para outra unidade, no âmbito da rede do Serviço Nacional de Saúde (SNS)".

A mesma fonte oficial do Centro Hospital de Lisboa Central, que integra a MAC, confirmava, assim, a notícia avançada pelo jornal i, de que está apenas um anestesista ao serviço, tanto hoje como na terça-feira.

"Temos efetivamente um anestesista, o que significa que em casos absolutamente necessários, uma grávida poderá ser transferida para outro hospital. Se vier uma senhora com uma gravidez de risco ou em iminência do trabalho de parto será logo atendida, observada, ficará internada e terá o seu parto", sublinhou.

No mesmo sentido, as 17 mulheres que se encontram internadas na MAC, caso entrem em trabalho de parto, serão assistidas.

"Se for uma mulher cujo parto não seja iminente, que esteja ainda muito no início, será, sim, transferida para outra unidade. A MAC funciona em rede no âmbito do SNS. Noutras alturas, outros hospitais reencaminham doentes para nós", declarou.

[Notícia atualizada às 14h50]

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