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Urgência da Alfredo da Costa só com um anestesista é situação inédita

"Défice de anestesistas" é uma situação inédita, dá conta a diretora de serviço.

Urgência da Alfredo da Costa só com um anestesista é situação inédita

O condicionamento das urgências da Maternidade Alfredo da Costa (MAC) devido ao "défice de anestesistas" é uma situação inédita, de acordo com a diretora daquele serviço, que apela à tranquilidade das grávidas, pois poderão ser reencaminhadas para outros hospitais.

"Há escassez de recursos humanos, nomeadamente, muito sentidos ao nível da anestesia. Obviamente não é uma situação desejável, nunca tinha acontecido desta forma, mas o que é facto é que, felizmente, no Serviço Nacional de Saúde funcionamos em rede e as grávidas podem estar tranquilas que será assegurado o atendimento e o internamento noutros hospitais", afirmou Clara Soares à RTP.

Ocorreram sete partos na MAC entre as 00:00 e as 14:00 de hoje, disse à Lusa fonte oficial do Centro Hospitalar de Lisboa Central, que integra a maternidade.

A diretora das Urgências da MAC assume que, com um único anestesista de serviço hoje e na terça-feira, há "um défice de anestesistas", o que condiciona todas as atitudes ao "nível de intervenções às grávidas".

"Não podemos manter a atividade assistencial normal numa época em que apenas existe um anestesista", afirmou Clara Soares.

De acordo com a responsável, a situação não se repetirá na passagem de ano: "No final do ano temos as escalas completamente asseguradas, portanto, é uma situação que ocorre dia 24 e dia 25".

A Urgência da MAC está hoje e na terça-feira em funcionamento, mas apenas os casos urgentes ficarão naquela unidade de saúde. Os restantes serão reencaminhados para outros hospitais.

"A urgência está aberta, só se for algum caso em que o parto não seja urgente será encaminhado para outro hospital. As senhoras podem vir, serão observadas na maternidade, depois da análise da sua situação será decidido o que fazer. Se não for urgente, se não for iminente o parto, será encaminhado para outra unidade, no âmbito da rede do Serviço Nacional de Saúde", disse à Lusa fonte oficial do Centro Hospital de Lisboa Central.

A mesma fonte confirmou, assim, a notícia avançada pelo jornal i de que está apenas um anestesista ao serviço, tanto hoje como na terça-feira.

No mesmo sentido, as 17 mulheres que se encontram internadas na MAC, caso entrem em trabalho de parto, serão assistidas.

"Se for uma mulher cujo parto não seja iminente, que esteja ainda muito no início, será, sim, transferida para outra unidade. A MAC funciona em rede no âmbito do Serviço Nacional de Saúde. Noutras alturas, outros hospitais reencaminham doentes para nós", declarou.

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