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PJ e Ministério Público fazem buscas na Inspeção-Geral de Finanças

Ministério da Defesa e Cruz Vermelha também estão a ser alvo de buscas.

PJ e Ministério Público fazem buscas na Inspeção-Geral de Finanças

A Polícia Judiciária (PJ) e o Ministério Público (MP) estão a efetuar buscas, na manhã desta terça-feira, na Inspeção-Geral de Finanças, no Ministério da Defesa e na Cruz Vermelha, em Lisboa. Esta informação foi confirmada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou ao Notícias ao Minuto: "Confirma-se a realização de uma busca no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público do DIAP de Lisboa".

Há suspeitas de irregularidades em contratações de equipas e meios, assim como deficiências na elaboração de relatórios de auditoria por parte da Inspeção-Geral de Finanças (IGF) e eventuais fugas de informação para benefício de entidades externas.

Já a Cruz Vermelha Portuguesa e o Ministério da Defesa estão a ser alvo de buscas no âmbito de suspeitas sobre favorecimentos e tráfico de influências.

Entretanto, uma nota informativa publicada no site da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL) pode ler-se que as buscas em causa têm como objetivo a "recolha de elementos de prova relativos à prática dos crimes de corrupção passiva, peculato e abuso de poder imputáveis, indiciariamente, a altos responsáveis de serviços centrais da Administração Pública do Estado".

A PGDL adianta que prevê-se apurar "responsabilidades individuais de dirigentes da administração pública da área de serviços com a missão designadamente do controlo financeiro e fiscal do Estado, da área ministerial, incluindo uma Instituição humanitária de utilidade pública e uma empresa privada - tendo em conta os indícios da prática de atos ilícitos em procedimentos concursais, em ações de fiscalização que lesaram gravemente o Estado nos seus interesses financeiros -, tendo como contrapartidas benefícios individuais dos visados".

A notícia sobre as buscas da PJ foi avançada pelo jornal Correio da Manhã, que escreve que em causa estão suspeitas de venda de informações confidenciais para o exterior, por parte de inspetores das Finanças, sendo um dos visados o inspetor-geral, Vítor Braz.

A Lusa já questionou o Ministério das Finanças sobre estas buscas, mas fonte oficial da tutela recusou-se a fazer declarações, dizendo que não comentava "processos judiciais em curso".

Na operação, desencadeada para cumprimento dos mandados de busca emitidos pelo MP e pelo Juiz de Instrução Criminal, participam 50 inspetores da PJ, peritos informáticos e financeiros da PJ, seis magistrados do Ministério Público e quatro auditores.

[Notícia atualizada às 13h05]

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