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Câmara aguarda "esclarecimentos" de queda de árvore mortal na Madeira

A Câmara Municipal do Funchal indicou hoje que aguarda "esclarecimentos" do técnico responsável pela peritagem à árvore que caiu no Monte, em 2017, matando 13 pessoas, depois de o JM ter noticiado que foi ocultada a existência de um fungo.

Câmara aguarda "esclarecimentos" de queda de árvore mortal na Madeira
Notícias ao Minuto

14:55 - 16/09/18 por Lusa

País Funchal

"Fomos surpreendidos com essa notícia", afirmou o presidente da autarquia, Paulo Cafôfo, sublinhando que solicitou imediatamente esclarecimentos ao técnico, um professor universitário de Trás-os-Montes a quem a autarquia adjudicou a peritagem à queda do carvalho, ocorrida no Largo da Fonte, em 15 de agosto de 2017, dia de Nossa Senhora do Monte, padroeira da Madeira.

O jornal JM noticiou na edição de sábado (15 de setembro) que a peritagem terá ocultado a existência de um fungo na árvore, o que poderá ter contribuído para o colapso.

A denúncia foi feita ao Ministério Público por Rocha da Silva, um técnico nomeado pela Diocese do Funchal que participou nas primeiras peritagens.

"Nós pedimos esclarecimentos ao técnico contratado [pela autarquia] e aguardamos esses esclarecimentos, esperando que haja uma explicação para a notícia que veio a público", disse Paulo Cafôfo, à margem da abertura da Semana da Mobilidade do Funchal, vincando que os responsáveis municipais estão "sempre dispostos a colaborar com a Justiça".

O autarca, eleito pela coligação Confiança (PS/BE/JPP/PDR/Nós, Cidadãos!), reafirmou que objetivo da câmara é que "a verdade venha ao cimo de tudo".

"Esta é uma situação difícil para todos nós, é difícil acima de tudo para as famílias das pessoas que ali perderam a vida", salientou, sublinhando, no entanto, que a autarquia tem mantido uma "total tranquilidade e serenidade", colaborando sempre com a Justiça.

Paulo Cafôfo reforçou que, neste caso, os esclarecimentos solicitados ao técnico têm "obrigatoriamente" de ser prestados.

Na sequência da queda do carvalho no Largo da Fonte, o presidente da autarquia, a vereadora do Ambiente e um funcionário camarário foram constituídos arguidos.

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