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Mil pessoas marcharam no Porto contra prospeção de petróleo no Algarve

Cerca de mil pessoas participaram hoje no Porto na Marcha Mundial do Clima com críticas ao primeiro-ministro, António Costa, pela "inconsistência da descarbonização" e ao presidente norte-americano, Donald Trump, por "negar as alterações climáticas".

Mil pessoas marcharam no Porto contra prospeção de petróleo no Algarve

Numa marcha que tinha como mote "Parar o petróleo pelo clima, justiça e emprego", o milhar de pessoas que se concentrou na Avenida dos Aliados, no Porto, e depois rumou até à marginal do rio Douro, expressou o descontentamento pela possibilidade de prospeção de hidrocarbonetos no Algarve.

O deputado na Assembleia da República do PAN (Pessoas-Animais-Natureza), André Silva, salientou à agência Lusa estar a viver-se "uma era em que a comunidade científica está cada vez mais consensual em dizer que as alterações geomorfológicas da terra e do clima estão, pela primeira vez, a ser colocadas em causa devido à ação humana".

Reivindicando, por isso, "mudanças políticas", André Silva lembrou a "imposição do Governo em que, contra a vontade das populações e dos autarcas, quer fazer prospeção e produzir petróleo [no Algarve]", para lançar críticas ao primeiro-ministro, que "vem dizer que quer cumprir o Acordo de Paris e, ao mesmo tempo, um plano de descarbonização".

"É completamente inconsistente querermos cumprir, por um lado, o plano de descarbonização e, por outro, produzir petróleo", vincou o deputado.

Reconhecendo que à escala nacional "a população não está toda sensibilizada" para o tema, o membro do PAN insistiu na importância das ações como a de hoje, sublinhando que de "cada vez que são feitas junta-se mais gente para esta causa".

"Não queremos travar a prospeção por ser no nosso país. Não! A intenção é fechar cada vez mais poços de petróleo por todo o mundo. O investimento que tem de ser feito é em ciência energética e em políticas alternativas", argumentou.

Com as negociações para o Orçamento de Estado (OE) em cima da mesa, André Silva garantiu que "ficaria satisfeito" se o próximo OE "previsse um combate mais efetivo ao consumo dos plásticos".

Também presente na marcha, a deputada do Bloco de Esquerda (BE) Maria Manuel Rola corroborou as ideias de André Silva, reclamando, em declarações à Lusa, "uma outra resposta às alterações climáticas que tardam bastante em surgir".

"Esta questão levantou-se ainda mais com a eleição de Donald Trump [para a presidência dos Estados Unidos]", expressou a deputada bloquista, afirmando que "dele, e dos EUA, não se espera outra coisa que não seja a de negação das alterações climáticas".

E prosseguiu: "preocupa-nos também que essa seja uma resposta a nível mundial, passando por [o Presidente de França, Emannuel] Macron, mas também pelo Governo português, que mantém os contratos de prospeção e exploração de petróleo ao largo de Aljezur".

"Não é aceitável que um Governo que diz querer uma política de carbono neutra em 2050 continue com esta ideia nada consequente de manter a possibilidade de prospeção e exploração de combustíveis fósseis ao largo de Portugal", concluiu.

A Marcha Mundial do Clima foi convocada pelos movimentos 'Salvar o clima, parar o petróleo' e MOB - Espaço Associativo, a que se associaram a ONGA, a SOS - Salvem O Surf, e a Campo Aberto, Associação de Defesa do Ambiente.

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