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Presidente sul-africano regressa ao país devido a tumultos em Mahikeng

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, interrompeu a deslocação ao Reino Unido e regressou à África do Sul para tentar solucionar os protestos violentos na cidade de Mahikeng.

Presidente sul-africano regressa ao país devido a tumultos em Mahikeng

Cyril Ramaphosa, que participava na Cimeira da Commonwealth, em Londres, regressou ao país mais cedo do que era previsto para acompanhar a situação provocada pelos protestos da população em Mahikeng, que exige melhores condições de vida e eficácia dos serviços públicos.

Os manifestantes pedem igualmente a demissão do primeiro-ministro da província do Noroeste, Supra Mahumapelo, membro do Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês), acusado de corrupção.

Uma nota da presidência sul africana faz referência aos confrontos entre a população e as forças policiais e apela à calma.

Em comunicado, Ramphosa pede "compromissos em vez de violência e anarquia" e apela à contenção das autoridades na cidade com cerca de 300 mil habitantes.

As próximas eleições na África do Sul estão marcadas para 2019, sendo que o ANC, partido no poder, liderado atualmente por Ramaphosa, que sucedeu a Jacob Zuma, tenta recuperar dos piores resultados de sempre registados em 2016, quando o partido perdeu o controlo que detinha a nível provincial e autárquico.

Hoje, a polícia sul-africana disparou balas de borracha contra os manifestantes de Mhaikeng que esperam a visita do presidente Ramaphosa prevista para o princípio da tarde.

O ministro da Polícia, Bheki Cele, deslocou-se hoje à cidade de Mahikeng, capital da província do Noroeste, onde ouviu os protestos dos cidadãos pela falta de eletricidade, más condições das estradas assim como pela violência exercida pelas autoridades contra os manifestantes nos últimos dias.

"Aqui, depois do fim do apartheid em 1994 não mudou nada", disse à agência France-Presse um manifestante.

Durante os últimos confrontos, vários estabelecimentos comerciais foram pilhados, assim como foram incendiadas viaturas que se encontravam estacionadas nas ruas da cidade.

Pelo menos 23 pessoas foram detidas pela polícia, que pediu reforços para enfrentar os manifestantes.

De acordo com uma estação de televisão sul-africana (eNCA) uma pessoa foi morta pela polícia durante os confrontos, mas as autoridades não confirmam a informação.

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