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Puigdemont quer ser investido em Bruxelas a 18 de fevereiro

Líder do Juntos pela Catalunha defende solução de dois governos, um em Bruxelas e outro em Barcelona, e propõe ser investido por um conselho da república, na capital belga, a 18 de fevereiro. Três ou quatro dias depois, quer tentar a investidura também em Barcelona, e estará disposto, caso tal não seja possível, a permitir a eleição de outro candidato da sua lista, com a condição de que o poder legítimo fique em Bruxelas.

Puigdemont quer ser investido em Bruxelas a 18 de fevereiro
Notícias ao Minuto

10:40 - 07/02/18 por Pedro Bastos Reis

Mundo Catalunha

Os partidos independentistas catalães continuam a mexer as peças de xadrez para que Carles Puigdemont possa, contra todas as decisões da justiça espanhola, ser investido presidente da Generalitat (governo catalão).

A fórmula de dois governos, um em Barcelona outro em Bruxelas, foi avançada na passada segunda-feira. Esta quarta-feira, o jornal catalão La Vanguardia avança com mais pormenores relativamente a esta solução, que passará por vários momentos.

Depois de se reunir com a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) e com a Candidatura de Unidade Popular (CUP), os dois partidos separatistas que, juntamente com o Juntos pela Catalunha, apoiam a criação de uma república catalã, Puigdemont pretende formar um conselho da república, da qual seria o líder, que o investiria a 18 de fevereiro, com os votos de uma assembleia de eleitos, composta por deputados catalães.

Desta feita, estaria formado um governo “legítimo” em Bruxelas. No entanto, com a proibição imposta pelo Tribunal Constitucional espanhol, que não permite uma tomada de posse à distância, a formação de um novo governo continua num impasse e, não existindo investidura, a Catalunha poderá ter de ir novamente a eleições.

Nesse sentido, Puigdemont pretende que outra de sessão de investidura, depois de a primeira ter sido adiada para data indefinida na semana passada, seja marcada para o 21 ou 22 de fevereiro. Nessa sessão, os independentistas tentariam, novamente, investir Puigdemont como presidente da Generalitat, um cenário que parece muito pouco provável devido às limitações legais.

Não sendo possível esta solução, de acordo com o La Vanguardia, Puigdemont estará disposto a admitir a possibilidade de ser eleito um outro membro do Juntos pela Catalunha – partido independentista mais votado nas eleições de 21 de dezembro – para o cargo que, na prática, será seu. Desconhece-se, até ao momento, quem será este candidato e até mesmo se a ERC e a CUP estarão dispostas a investir outro presidente, mesmo que simbolicamente, que não Puigdemont.

Nesta linha de ideias, apesar de existir um hipotético governo em Barcelona, as decisão legislativas seriam tomadas a partir de Bruxelas, uma nova solução cujas consequências e legalidade permanecem uma incógnita. 

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