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Acabou a esperança. Jornalistas da Reuters vão continuar presos

Dois jornalistas birmaneses da agência Reuters foram acusados de violação do "segredo de Estado", num inquérito sobre a situação no oeste de Myanmar, apesar dos apelos das Nações Unidas, União Europeia e Estados Unidos.

Acabou a esperança. Jornalistas da Reuters vão continuar presos

Extremamente preocupados com os atentados à liberdade de imprensa apesar da chegada ao poder de um governo civil liderado de facto pela Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, as Nações Unidas, a União Europeia, e os EUA têm lançado constantes apelos à libertação dos dois jornalistas birmaneses.

Também o advogado dos jornalistas, Khin Maung Zaw, tento fazê-lo, mas sem sucesso. "Pedimos a sua libertação sob caução, mas isso rejeitado pelo procurador", explicou à agência noticiosa francesa AFP, depois da decisão do tribunal de Rangoon.

Wa Lone, de 31 anos, e Kyaw Soe Oo, de 27, são acusados de possuir documentos relativos às operações das forças de segurança no Estado Rakhine, no norte de Myanmar.

Mas a acusação de hoje eliminou as esperanças internacionais de uma libertação rápida dos dois jornalistas detidos em 12 de dezembro.

Myanmar, antiga Birmânia, aboliu em 2012 a censura, mas determinadas leis continuam a entravar a liberdade da imprensa e os jornalistas birmaneses defendem que a autocensura continua forte, designadamente quando se trata de questões relativas ao exército ou à religião.

O exército birmanês admitiu hoje o envolvimento no massacre de dez 'Rohingya' e também reconheceu pela primeira vez a existência de uma fossa comum de membros desta minoria muçulmana no Estado Rakhine (norte).

Até agora, o exército birmanês tinha sempre negado as acusações dos 'Rohingya', de massacres, violações e atos de tortura contra aquela comunidade.

A operação militar lançada pelo exército birmanês empurrou cerca de 655 mil 'Rohingya' a fugirem para o vizinho Bangladech desde agosto passado.

Num país marcado por um forte nacionalismo budista, os muçulmanos 'Rohingya' representam a maior população apátrida do mundo desde que a nacionalidade birmanesa lhes foi retirada em 1982, pelo regime militar.

Vítimas de discriminação, os 'Rohingya' não têm documentos de identidade e não podem viajar ou casar-se sem autorização, nem acesso ao mercado de trabalho nem aos serviços públicos como escolas e hospitais.

após a decisão do tribunal de Rangum, que deve realizar nova audiência no próximo dia 23

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