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Arrancou julgamento de conhecido advogado chinês dos direitos humanos

Um conhecido advogado chinês começou hoje a ser julgado em Tianjin, no norte da China, por subversão do poder do Estado, dentro de uma campanha do Governo de Pequim contra advogados dos Direitos Humanos.

Arrancou julgamento de conhecido advogado chinês dos direitos humanos
Notícias ao Minuto

06:42 - 04/08/16 por Lusa

Mundo Tianjin

Zhou Shifeng era o diretor do escritório de advogados Fengrui, que prestava serviços a vítimas de abusos sexuais, membros de grupos religiosos proibidos na China e dissidentes.

Este é o terceiro de quatro julgamentos marcados para esta semana na sequência da "campanha 709" - assim designada por ter ocorrido a 09 de julho do ano passado - e que resultou na detenção de 200 pessoas.

Na quarta-feira, um outro ativista, Hu Shigen, que esteve anteriormente preso 16 anos, por tentar organizar memoriais em homenagem às vítimas do massacre de Tiananmen (em 1989), foi condenado a sete anos e meio de prisão, também por subversão do poder do Estado.

Já na terça-feira, o advogado Zhai Yanmin foi sentenciado a três anos de pena suspensa, acusado do mesmo crime, por ações como envergar cartazes e gritar palavras de ordem.

O julgamento de hoje decorre sob forte vigilância policial, com vários polícias fardados ou vestidos à civil nas imediações do tribunal, segundo descreveu a agência de notícias France Presse.

As autoridades cortaram os acessos ao tribunal, até cerca de 300 metros de distância, e os jornalistas foram forçados a deixar o local.

As autoridades insistem que os julgamentos em Tianjin são abertos, afirmando que mais de 40 políticos, professores de Direito, advogados e "cidadãos de todos os estratos sociais" estão presentes na sala do tribunal.

No entanto, os familiares dos detidos, particularmente as esposas, queixaram-se publicamente de terem sido constantemente vigiadas e de lhes ter sido negado o acesso ao caso.

Citado pela imprensa oficial, o tribunal argumentou que Zhou pediu, por duas vezes, que os seus familiares não comparecessem no tribunal, publicando uma fotografia de uma carta alegadamente escrita e assinada por este, à mão, e com a sua impressão digital.

"Tendo em consideração que os meus familiares são todos camponeses, que carecem de educação, a sua presença em tribunal não seria benéfica, nem para mim, nem para eles", lê-se naquela nota.

Cerca de 12 advogados e ativistas detidos na operação "campanha 709" permanecem sob custódia da polícia.

Durante a atual liderança do atual Presidente chinês, Xi Jinping, as autoridades reforçaram o controlo sob académicos, advogados e jornalistas, segundo organizações de defesa dos direitos humanos.

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