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Período experimental do Acordo Ortográfico só termina em outubro

O período experimental para a implementação do Acordo Ortográfico (AO) em Cabo Verde só termina em outubro próximo, embora já seja utilizado, dispersamente e através de corretores, em alguns departamentos da administração pública e nalguns jornais online.

Período experimental do Acordo Ortográfico só termina em outubro

Em declarações à agência Lusa, Cláudia Silva, presidente da Comissão Nacional das Línguas cabo-verdiana, recordou que o AO foi aprovado em Conselho de Ministros em 2009 e chegou mesmo a ser publicado em Boletim Oficial, mas o executivo acabaria por aprovar uma moratória, que termina em outubro.

"Só nessa altura é que se saberá o que irá acontecer", sublinhou Cláudia Silva, lembrando estar no fim do processo de elaboração do Vocabulário Ortográfico Nacional (VON), que será, posteriormente, integrado no Vocabulário Ortográfico Comum (VOC) dos nove Estados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Segundo Cláudia Silva, já existe uma versão prévia do VON, que acabou, porém, por ser alvo de algumas correções, prevendo-se que a final seja aprovada na próxima reunião do Conselho Científico do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), que decorrerá na sede da organização, na Cidade da Praia, no fim deste mês.

A Lusa questionou também o primeiro-ministro cabo-verdiano sobre a questão, mas José Maria Neves indicou não dispor, na altura, de dados sobre o assunto. Por sua vez, o ministro da Cultura cabo-verdiano, Mário Lúcio Sousa, nunca respondeu aos sucessivos contactos feitos pela agência noticiosa portuguesa.

Em Cabo Verde, explicou Cláudia Silva, a questão do AO "tem sido pacífica", ao contrário da unificação do Crioulo cabo-verdiano, com variantes de ilha para ilha e também na própria ilha, como no caso da de Santiago, e um alfabeto ainda longe do consenso nacional.

Aliás, o alfabeto cabo-verdiano, cuja segunda versão foi aprovada em janeiro de 2009, começou a ser divulgado a partir de então, mas acabou por "cair" face à complexidade de questões suscitadas na consensualização de uma língua, o cabo-verdiano.

O Alfabeto Cabo-Verdiano, que substituiu o Alfabeto Unificado para a Escrita do Crioulo (ALUPEC), de 1999, é composto por 24 letras e quatro dígrafos.

O alfabeto cabo-verdiano está publicado na I Série do Boletim Oficial Número 11, de 16 de março de 2009.

O Acordo Ortográfico foi ratificado pela maioria dos países lusófonos, à exceção de Angola e Moçambique. Em Angola ainda nem foi aprovado pelo Governo e em Moçambique aguarda a ratificação pelo parlamento.

Portugal e Brasil estabeleceram moratórias para a aplicação do acordo, estando prevista a entrada em vigor efetiva a 13 de maio e a 01 de janeiro próximos, respetivamente.

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