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Organização Meteorológica Mundial insta à redução urgente das emissões de dióxido de carbono

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) defendeu, esta quinta-feira, uma redução urgente das emissões de dióxido de carbono (CO2) e de outros gases com efeito de estufa, bem como uma adaptação da sociedade mundial ao aquecimento global.

Organização Meteorológica Mundial insta à redução urgente das emissões de dióxido de carbono
Notícias ao Minuto

08:21 - 11/01/13 por Lusa

Mundo Gases

Estas são as duas frentes de trabalho que a OMM identificou para que se possa enfrentar o desafio das mudanças climáticas, disse, à agência Efe, o secretário-geral do organismo, Michel Jarraud, que participou na celebração do 10.º aniversário do Centro Internacional para a Investigação do Fenómeno do El Niño, com sede na cidade de Guayaquil, no Equador.

Para Michel Jarraud, é “importante actuar em duas frentes”: primeiro, na redução, “o mais rápido possível”, das emissões de gases com efeito de estufa, de forma a travar o aquecimento global, sendo, ao mesmo tempo, necessário “trabalhar na adaptação” da humanidade às mudanças climáticas.

As estratégias para essa adaptação devem ser centradas sobretudo em torno das áreas em que é possível agir, como na agricultura e energia, sendo fulcral que se desenvolvam estudos sobre as condições ambientais, acrescentou.

Por isso, como realçou o secretário-geral da OMM, torna-se muito mais importante a colaboração entre todos os serviços de informação meteorológica do mundo, no sentido de elaborar estudos que sejam usados como referência para a tomada de decisões por parte dos países.

“Os serviços meteorológicos vão desempenhar um papel preponderante na elaboração de informação necessária para a tomada de decisões”, reiterou Jarraud, para quem é urgente iniciar esta tarefa.

Segundo o mesmo responsável, “a concentração de CO2 na atmosfera é agora mais elevada do que tem sido, pelo menos, nos últimos 800.000 anos e como resultado a atmosfera tem aquecido”.

Nos últimos 150 anos, em termos globais, o aquecimento aumentou em 0,7 graus, contudo, no final deste século, essa subida poderá atingir entre os dois e os sete graus centígrados, alertou.

Isto “trará consequências muito graves”, não apenas ao nível da temperatura, mas também mudanças importantes nos ciclos hidrológicos, o que gerará maiores níveis de pluviosidade em algumas áreas do planeta e severas secas em outras, advertiu ainda o secretário-geral da OMM, citado pela Efe.

Além disso, “haverá um aumento do nível do mar”, o que levará à erosão das costas, acrescentou, ainda que frisando que os efeitos desse fenómeno já se verificam nos dias de hoje.

Michel Jarraud insistiu, por isso, na necessidade de haver uma maior informação sobre o clima, ao recordar que a OMM prepara um novo relatório sobre a situação climática mundial, o qual será publicado no final do próximo ano.

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