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Milhares rumaram ao festival de Veneza por uma "Palestina livre"

Milhares de pessoas participaram hoje numa marcha em Veneza (Itália), onde decorre o festival internacional de cinema, em defesa da Palestina e contra os ataques de Israel em Gaza.

Milhares rumaram ao festival de Veneza por uma "Palestina livre"
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Lusa
30/08/2025 19:57 ‧ há 21 horas por Lusa

Mundo

Itália

Munidos de bandeiras palestinianas e cartazes com apelos ao "boicote a Israel" e ao "fim do genocídio" em Gaza, os manifestantes tinham como objetivo fazer chegar o protesto à entrada do festival de cinema de Veneza, que estava protegido com um cordão policial.

 

Através de megafones, elementos da organização disseram que no protesto participaram mais de cinco mil pessoas, relatou a agência noticiosa espanhola Efe.

Apesar da gravidade dos motivos do protesto, com cânticos de "Palestina Livre", o ambiente parecia festivo, congregando pessoas de várias idades, escreveu a publicação norte-americana Variety.

O protesto foi organizado pelo coletivo Venice4Palestine, composto por trabalhadores do setor do cinema em Itália, e por sindicatos e outras organizações do país, com o objetivo de capitalizar a atenção mediática internacional para a guerra em Gaza.

A 82.ª edição do festival de Veneza começou na quarta-feira, mas dias antes centenas de realizadores e artistas apelaram à organização do evento que condenasse "de forma clara e inequívoca o genocídio em Gaza e a limpeza étnica que o governo e o exército de Israel estão a fazer na Palestina".

Numa carta dirigida ao festival de Veneza, apelaram ainda à retirada de convite a celebridades que apoiam Israel, nomeadamente à atriz Gal Gadot e ao ator Gerard Butler, protagonistas do filme 'In the Hand of Dante', que integra a programação.

No arranque do festival, o diretor do festival, Alberto Barbera disse que não recuará nos convites, mas lamentou, com enorme tristeza e sofrimento", o que "está a acontecer em Gaza e na Palestina".

O festival de Veneza termina a 06 de setembro.

Israel tem em curso uma ofensiva militar na Faixa de Gaza desde que sofreu um ataque do grupo radical palestiniano Hamas em 07 de outubro de 2023, que causou cerca de 1.200 mortos e 250 reféns.

O último balanço de mortos da ofensiva, divulgado pelo Ministério da Saúde no enclave controlado pelo Hamas, está próximo dos 63.400, incluindo 330, dos quais 124 eram crianças, por fome devido às restrições israelitas à entrega de ajuda humanitária.

O exército israelita declarou a Cidade de Gaza como uma "zona de combate perigosa" na sexta-feira, quando se prepara para a ocupar.

De acordo com dados da ONU, aproximadamente um milhão de palestinianos estão na Cidade de Gaza. Milhares de residentes já fugiram da cidade, situada no norte do enclave palestiniano.

Leia Também: Palestinianos instam EUA a reverter retirada de visto. "Aumentará tensão"

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