Procurar

Palestinianos instam EUA a reverter retirada de visto. "Aumentará tensão"

O gabinete do Presidente palestiniano instou hoje o Governo norte-americano a reverter a decisão de revogar o seu visto, semanas antes de participar na principal reunião anual da ONU e numa conferência sobre a criação de um Estado palestiniano.

Palestinianos instam EUA a reverter retirada de visto. "Aumentará tensão"

© Reuters

Lusa
30/08/2025 15:23 ‧ há 8 horas por Lusa

O secretário de Estado dos Estados Unidos da América, Marco Rubio, revogou os vistos de Mahmoud Abbas e de outros 80 dirigentes palestinianos antes da reunião anual de alto nível da Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU), no próximo mês, informou o Departamento de Estado na sexta-feira.

 

Abbas discursa na Assembleia-Geral há muitos anos e geralmente lidera a delegação palestina.

"Apelamos ao Governo norte-americano para que reverta a sua decisão. Esta decisão só aumentará a tensão e a escalada", disse hoje o porta-voz presidencial palestiniano, Nabil Abu Rudeineh, à Associated Press, em Ramallah.

"Estamos em contacto desde ontem [sexta-feira] com países árabes e estrangeiros, especialmente aqueles diretamente envolvidos nesta questão. Este esforço continuará 24 horas por dia", acrescentou, exortando o Governo de Trump a reverter a decisão.

Rudeineh apelou, principalmente, aos países que organizaram uma conferência de alto nível em 22 de setembro sobre a renovação dos esforços para uma solução de dois Estados para o Médio Oriente.

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, protestou já contra as restrições ao acesso à Assembleia-Geral da ONU e disse que discutiria a questão com seus homólogos da União Europeia (UE).

"A sede das Nações Unidas é um local neutro, um santuário dedicado à paz, onde os conflitos são resolvidos", disse hoje o governante francês, acrescentando que "a Assembleia-Geral da ONU não pode sofrer quaisquer restrições de acesso".

Nabil Abu Rudeineh também pediu o fim da ofensiva de Israel em Gaza e da "escalada na Cisjordânia, porque nada disso levará a qualquer solução".

A revogação dos vistos por parte da administração norte-americana foi anunciada numa altura em que as forças armadas israelitas declararam Gaza como zona de combate e Israel afirma que a cidade continua a ser um bastião do Hamas.

A Autoridade Palestiniana considerou a retirada dos vistos como uma violação dos compromissos dos Estados Unidos como país anfitrião das Nações Unidas. O porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, disse já que serão pedidos esclarecimentos ao Departamento de Estado norte-americano.

Entretanto, o presidente da Autoridade Palestiniana agradeceu ao seu homólogo espanhol, Pedro Sánchez, pela contestação expressa ao veto dos Estados Unidos à viagem de Abbas e de outros 80 responsáveis palestinianos à próxima Assembleia-Geral das Nações Unidas, onde vários países deverão confirmar o reconhecimento do Estado da Palestina.

Abbas "agradeceu ao Presidente do Governo espanhol o apoio do seu país aos direitos do povo palestiniano, à liberdade e à independência, em conformidade com a legitimidade internacional, e o reconhecimento do Estado da Palestina em apoio à solução de dois Estados", informou o gabinete do presidente da Autoridade Palestiniana em comunicado divulgado pela agência de notícias WAFA.

Os dois líderes mantiveram hoje uma conversa telefónica, após tomarem conhecimento da decisão do Departamento de Estado norte-americano de suspender os vistos de entrada de Abbas e sua delegação na sede da ONU em Nova Iorque.

O Presidente Abbas reiterou a Sánchez a importância do reconhecimento internacional do Estado da Palestina, a realização de uma conferência internacional de paz para consolidar a solução de dois Estados, em conformidade com a legitimidade internacional e o direito internacional, e a implementação da Iniciativa de Paz Árabe".

Por último, Abbas insistiu na importância capital de alcançar um acordo de cessar-fogo imediato em Gaza, acompanhado da entrada sem restrições de ajuda humanitária, bem como da retirada completa de Israel da Faixa de Gaza e da cessação do desenvolvimento dos colonatos israelitas na Cisjordânia, bem como da libertação dos prisioneiros palestinianos detidos em Israel sem acusação formal.

Leia Também: Vistos para autoridades palestinianas? "Pedimos aos EUA que reconsiderem"

Partilhe a notícia

Escolha do ocnsumidor 2025

Descarregue a nossa App gratuita

Nono ano consecutivo Escolha do Consumidor para Imprensa Online e eleito o produto do ano 2024.

* Estudo da e Netsonda, nov. e dez. 2023 produtodoano- pt.com

Recomendados para si

Newsletter

Receba os principais destaques todos os dias no seu email.

IMPLICA EM ACEITAÇÃO DOS TERMOS & CONDIÇÕES E POLÍTICA DE PRIVACIDADE

Mais lidas

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10