"À luz dos acordos entre a Organização das Nações Unidas (ONU), pedimos aos EUA que reconsiderem esta decisão, considerando a lei internacional e como foi construída a ONU", disse a alta-representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, em conferência de imprensa, em Copenhaga.
No final de uma reunião ministerial informal, no âmbito da presidência dinamarquesa do Conselho da UE (até ao final do ano), considerou que a construção de mais colonatos israelitas na Cisjordânia, território que é palestiniano, "é ilegal" e que a Faixa de Gaza "precisa de menos guerra, não de mais".
Lamentando que ainda não há um consenso entre os 27 países da UE sobre medidas concretas para pressionar Israel a parar a invasão ao enclave palestiniano, Kaja Kallas considerou positivo que esteja a crescer os números de nações do bloco comunitário europeu a querer endurecer a posição com Telavive.
A Dinamarca é um dos países favorável à suspensão de partes do acordo comercial com Israel, e o ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês disse que "é preciso combater a narrativa falsa de Israel" de que os esforços para um cessar-fogo só fortalecem o movimento radical Hamas.
Mas a Alemanha, por exemplo, é contra esta e quaisquer medidas. Apesar de admitir que é necessário pressionar Israel, Berlim não apresentou quaisquer caminhos.
Kaja Kallas, ex-primeira-ministra da Estónia, revelou que "é difícil" ser o rosto "a culpa" pelo falhanço na consensualização de posições sobre Gaza, mas advertiu que as suas posições são resultado da vontade de 27 países, ou da falta dela.
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