O juiz Alexandre de Moraes, responsável pelo caso, determinou que os agentes da Polícia Criminal de Brasília registem todos os veículos que saem da residência do ex-Presidente na capital e que o informem sobre os ocupantes das viaturas.
O magistrado ordenou também a monitorização da área externa da residência, onde o ex-Presidente (2019-2022) cumpre prisão domiciliária desde o início de agosto.
Segundo o juiz, as novas medidas conciliam a "privacidade" dos outros ocupantes da casa, onde Bolsonaro mora com a mulher e a filha, com a "necessária garantia da lei penal", para impedir "qualquer possibilidade de fuga".
Alexandre de Moraes, em linha com a opinião do Ministério Público, evitou ordenar a vigilância dos movimentos do ex-Presidente dentro da casa, como havia sido sugerido pela Polícia Federal.
Um grupo de agentes já fazia um acompanhamento contínuo dos arredores da residência, mas o início da fase final do processo previsto para a próxima terça-feira levou o magistrado a endurecer as medidas.
Além de estar em prisão domiciliária, o ex-presidente usa pulseira eletrónica e está proibido de usar redes sociais, como parte das medidas cautelares que lhe foram impostas.
Bolsonaro está a ser julgado por supostamente liderar uma conspiração que visava anular os resultados das eleições de 2022, nas quais foi derrotado pelo atual Presidente do Brasil, Lula da Silva, e incitar ataques às sedes da Presidência, do Congresso e do Supremo Tribunal Federal em 08 de janeiro de 2023.
Os cinco crimes dos quais, com outros altos funcionários militares e políticos do seu governo são acusados, podem levar a uma pena de prisão de cerca de 40 anos.
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