Num ofício encaminhado ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, Eduardo Bolsonaro alegou que realiza "diplomacia parlamentar" nos Estados Unidos e citou a pandemia de covid-19 como um "precedente claro" de exercício remoto do mandato parlamentar no país sul-americano.
"Não se pode admitir que o que foi assegurado em tempos de crise sanitária deixe de sê-lo num momento de crise institucional ainda mais profunda", afirmou no ofício publicado em seu perfil do X (antigo Twitter).
O parlamentar, que é apontado como líder ascendente na extrema-direita local, também afirmou que as suas ausências nas sessões do Congresso não são voluntárias, "mas decorrentes de perseguições políticas" alegadamente realizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mais alto tribunal do Brasil.
O filho do ex-Presidente brasileiro se vê num dilema com o fim de uma licença parlamentar, que solicitou ao mudar-se para os Estados Unidos, e tem as suas faltas nas sessões da Câmara dos Deputados contadas desde agosto. Se não voltar ao Brasil, Eduardo Bolsonaro será cassado caso falte mais de um terço das sessões do ano.
Deputado eleito pelo estado brasileiro de São Paulo desde 2015, Eduardo Bolsonaro é acusado de um crime de obstrução da justiça no caso relacionado ao processo sobre tentativa de golpe pelo qual o seu pai e ex-Presidente brasileiro Jair Bolsonaro e sete outras pessoas começarão a ser julgados no início de setembro.
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