"Três pessoas foram declaradas mortas, presumivelmente porque estavam presas dentro da sala quando o fogo deflagrou" em Makassar, na zona central do arquipélago da Indonésia, disse o chefe da agência regional de gestão de catástrofes da cidade, M. Fadli, à agência de notícias estatal Antara.
O incêndio, que causou cinco feridos, ocorreu na sexta-feira à noite, quando uma multidão se reuniu em torno de um edifício governamental em Makassar e os manifestantes lançaram cocktails molotov para o edifício, informou a Antara.
Além destes protestos em Makassar, outras partes do país foram palco, na sexta-feira, de violentas manifestações. Na capital, manifestantes queimaram veículos perto de uma esquadra da polícia, noticiou a Antara, que deu conta ainda de outros postos policiais atacados em Jacarta.
A violência de sexta-feira à noite deu continuidade aos confrontos registados durante o dia entre a polícia indonésia e centenas de manifestantes em Jacarta, depois de um jovem ter sido morto num confronto separado na quinta-feira.
As manifestações começaram na segunda-feira, quando foi anunciado que, devido a um aumento do orçamento da Câmara dos Representantes, os 580 deputados passariam a receber um salário equivalente a 12 mil euros mensais.
Isto significa que o rendimento dos parlamentares vão aumentar 33% este ano, para uma média de 230 milhões de rupias mensais, num país onde milhões de pessoas ganham 3% desse montante por um mês de trabalho, de acordo com o jornal indonésio Tempo.
A notícia gerou várias críticas nas redes sociais e deu origem a uma onda de protestos, que pedem, entre outras questões, a dissolução desta Câmara.
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