De acordo com um comunicado, Putin irá conversar à margem da 25ª. cimeira da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), que se realiza na segunda-feira na China, com o primeiro-ministro indiano, Neandra Modi, o primeiro encontro entre ambos este ano.
Em seguida, Putin deverá reunir-se com o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, para discutir o conflito na Ucrânia, a situação no Médio Oriente, no norte de África e no sul do Cáucaso, de acordo com o conselheiro presidencial russo, Yuri Ushakov.
"A Turquia está a desempenhar um papel importante no processo de resolução" do conflito ucraniano, disse o conselheiro diplomático do Presidente russo.
Ainda na segunda-feira, dia 01 de setembro, Putin terá ainda uma terceira conversa, desta feita com o Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, sobre o programa nuclear iraniano.
Na terça-feira será a vez do homólogo chinês, Xi Jinping, numa reunião reservada "para discutir várias questões da agenda bilateral e internacional", de acordo com o Kremlin.
Segundo Ushakov, as partes prepararam um "pacote sólido" de acordos para a reunião, o sexto contacto entre os líderes da Rússia e da China até agora em 2025.
"Naturalmente, serão discutidos o estado e as perspectivas de cooperação em vários domínios e os líderes abordarão os problemas globais e regionais mais importantes", afirmou ainda Ushakov.
Durante o seu périplo pela China, que começará na cimeira OCX em Tianjin, onde chegará no domingo à tarde, o Presidente russo voará depois até Pequim onde irá assistir à parada militar na praça Tiananmen que irá assinalar o 80º. aniversário da capitulação do Japão na Segunda Guerra Mundial.
O Kremlin também não descartou a possibilidade de um encontro entre Putin, e o seu homólogo norte-coreano, Kim Jong-un, durante a deslocação a Pequim.
"Estamos atualmente a estudar a possibilidade de um encontro bilateral", declarou ainda Ushakov.
A China abre este domingo, em Tianjin (nordeste), a 25.ª cimeira da Organização de Cooperação de Xangai, que tem confirmadas as presenças dos dirigentes da Rússia, Bielorrússia, Índia, Irão, Cazaquistão, Quirguistão, Paquistão, Tajiquistão, Uzbequistão, bem como de países observadores como a Turquia, Iraque, Indonésia, Malásia e Vietname.
No dia 03 de setembro, a China assinalará com a parada militar na praça Tiananmen, que contará com a presença de cerca de 27 líderes, a invasão da China pelo Japão (1931-1945) e a guerra civil entre nacionalistas e comunistas na China (1927-1949), que estabeleceram uma trégua para lutar contra as tropas japonesas.
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