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Moscovo condena "insultos vulgares" de Macron contra Putin

A diplomacia russa condenou hoje os "insultos vulgares" do presidente francês, que recentemente apelidou o homólogo russo, Vladimir Putin, de "ogre" e "predador", enquanto Emmanuel Macron voltou a denunciar a "deriva autocrática" do Kremlin.

Moscovo condena "insultos vulgares" de Macron contra Putin

© EVGENIA NOVOZHENINA/POOL/AFP via Getty Images

Lusa
29/08/2025 17:35 ‧ há 7 horas por Lusa

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) da Rússia, Maria Zakharova, considerou hoje que as declarações de Macron sobre o líder russo "excedem os limites não apenas da razão, mas também da decência, tornando-se insultos vulgares contra a Rússia e o seu povo".

 

Segundo a agência de notícias estatal russa Ria Novosti, Zakharova acusou a França de ter uma "ideologia de catadores de lixo" e de "tirar vantagem política" do conflito armado desencadeado pelo ataque em larga escala da Rússia à Ucrânia em fevereiro de 2022.

Na semana passada, com a intensificação dos esforços para encontrar uma solução política e diplomática para o conflito, Emmanuel Macron apelidou o homólogo russo de "ogre à nossa porta" e de "predador" que "não quer a paz".

Hoje, quando confrontado com a posição do MNE russo, Macron refutou ter proferido insultos dirigidos contra Putin e denunciou mais uma vez a "deriva autocrática" e o "imperialismo revisionista" do Kremlin (presidência russa).

"Quando dizemos que há um ogre às portas da Europa (...), acredito que isso descreve o que georgianos, ucranianos e muitas outras nações sentem profundamente, ou seja, um homem que decidiu caminhar em direção a uma deriva autoritária e autocrática e perseguir o imperialismo revisionista", declarou Macron, durante uma conferência de imprensa com o chanceler alemão, Friedrich Merz, em Toulon, sudeste da França.

As relações entre a França e a Rússia estão no ponto mais baixo em vários anos.

Paris acusa Moscovo de estar por trás de uma série de atos desestabilizadores e desinformação em solo francês, enquanto a França é criticada por prestar apoio militar à Ucrânia e por censurar a imprensa russa.

Leia Também: Kallas diz que Putin "está a gozar" com esforços de paz

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