Roger Wicker, senador republicano e defensor declarado de Taiwan, e a senadora republicana Deb Fischer, que faz parte do mesmo comité, chegaram a Taipé hoje para uma visita de dois dias.
O senador norte-americano disse, após uma reunião com o Presidente taiwanês, Lai Ching-te, que queriam reiterar a determinação dos Estados Unidos "de permanecerem melhores amigos e defenderem a liberdade de cada um e dos dois grandes países".
Wicker assegurou que o Senado norte-americano compreendeu "a gravidade dos desafios que Taiwan enfrenta" e que "Taiwan, estando mais forte, significa que os Estados Unidos estão mais fortes, e vice-versa".
A visita dos senadores acontece quando o Presidente norte-americano, Donald Trump, procura um acordo comercial com a China, que considera Taiwan parte do seu território e ameaçou usar a força para anexar a ilha.
"É nossa determinação e nossa intenção que Taiwan permaneça livre e tome as suas próprias decisões", sublinhou Wicker.
"Manter as liberdades que temos exige o reforço da cooperação militar e o reforço da cooperação com a base industrial de defesa", garantiu o senador.
Washington não reconhece oficialmente Taiwan sob o "princípio de uma só China" de Pequim, continuando a ser os maiores apoiantes da ilha.
O país é obrigado a fornecer armas defensivas a Taiwan, de acordo com a Lei das Relações com Taiwan, uma lei aprovada pelo Congresso dos EUA em 1979 após o reconhecimento da República Popular da China pelos Estados Unidos, desde que a ilha não declare a independência.
Desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca, as preocupações sobre a relação entre Taiwan e os Estados Unidos têm aumentado, particularmente em relação à disponibilidade de Washington para defender a ilha em caso de ataque de Pequim.
Taiwan está também a lutar para finalizar um acordo comercial com os Estados Unidos, depois de Washington ter imposto uma tarifa temporária de 20%, para grande consternação dos fabricantes da ilha, dependente das exportações.
À medida que estas negociações prosseguem, o Governo taiwanês anunciou planos para aumentar as despesas com a defesa para mais de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano e para 5% até 2030.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Guo Jiakun, declarou, durante uma conferência de imprensa, que Pequim se opõe a "tais visitas e interações oficiais entre os Estados Unidos e Taiwan", alertando que isso envia "um sinal errado às forças separatistas que promovem a independência de Taiwan".
"A China expressa a sua profunda insatisfação com esta situação", afirmou o porta-voz, referindo que esta questão refere-se unicamente à política interna chinesa.
Assim, Guo reiterou que "só há uma China" e realçou que Taiwan é "parte inalienável do território da China".
"Instamos os Estados Unidos a respeitarem este princípio e os três pactos sino-americanos assinados no passado", acrescentou o porta-voz chinês.
A visita dos senadores norte-americanos faz parte de uma viagem pela Ásia-Pacífico que os levou ao Havai, Guam, Palau e Filipinas.
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