Os bombeiros, que pertenciam a uma equipe que tentava conter as chamas do incêndio de Bear Gulch, no Parque Nacional Olympic, foram detidos esta quarta-feira pelo Departamento de Segurança Nacional (DHS), conforme confirmou o Departamento de Recursos Naturais. Ferguson disse esta manhã que está "profundamente preocupado com esta situação" e que ordenou uma investigação sobre o ocorrido.
Durante mais de três horas, agentes do DHS exigiram a identificação dos membros de duas equipas de contratantes privados, que estavam entre as centenas de bombeiros, que se desdobravam em esforços para combater o incêndio florestal, o maior fogo ativo no estado de Washington, segundo reportou o jornal Seattle Times.
Até quarta-feira de manhã, o fogo, localizado a leste de Seattle, expandia-se por quase 9.000 acres (3.642 hectares) e estava controlado apenas em 13%.
A prisão dos bombeiros também causou a indignação da senadora Murray, que criticou hoje a Administração do presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, e a sua campanha de deportações em massa, qualificando-a de "doentia e perversa".
"Esta nova política republicana de deter os bombeiros no trabalho é tão imoral quanto perigosa", acrescentou Murray num comunicado, no qual destacou a importância do trabalho dos bombeiros no combate aos incêndios que nos últimos anos devastaram aldeias inteiras na costa oeste dos EUA.
Hoje, o 'czar' da política fronteiriça dos EUA, Tom Homan, advertiu que as operações anti-migratórias vão intensificar-se em cidades como Nova Iorque, Los Angeles, Portland ou Seattle, todas elas com políticas que limitam a colaboração das suas polícias com as autoridades migratórias.
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