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Mãe de atiradora de Minneapolis não está a cooperar com as autoridades

Mãe da responsável pelo ataque numa escola católica dos EUA era funcionária na instituição em questão. Autoridades dizem que está "perturbada" e que não tem sido fácil conseguir que esta preste declarações.

Mãe de atiradora de Minneapolis não está a cooperar com as autoridades

© Scott Olson/Getty Images

Andrea Pinto
29/08/2025 07:54 ‧ há 3 horas por Andrea Pinto

Mundo

EUA

A mãe de Robin Westman, a mulher transgénero que matou 2 crianças num tiroteio numa escola em Minneapolis, nos EUA, não quer colaborar com as autoridades.

 

Mary Grace Westman, que era funcionária na escola onde o ataque foi protagonizado, terá contratado um advogado de defesa e tem se mostrado renitente em prestar declarações às autoridades, refere o NY Post.

"Não temos sido bem sucedidos em conseguir falar com a mãe da atiradora", partilhou o chefe da Polícia Brian O'Hara, citado pelo NY Post.

A mulher trabalhava nos serviços administrativos da Annunciation Catholic School, onde a filha perpetrou o ataque que fez, ainda, 18 feridos.

Mary Grace contratou o advogado criminalista Ryan Garry, informou a Fox News, acrescentando que, apesar de não ter "culpa" no sucedido, esta "está completamente perturbada com a situação" e à "procura de um advogado para lidar com chamadas" da imprensa e da polícia.

O ataque na escola católica

Um tiroteio, na quarta-feira, na igreja de uma escola católica de Minneapolis, no estado norte-americano do Minnesota, provocou a morte de duas crianças e dezenas de feridos.

O incidente está a ser investigado como um "ato de terrorismo doméstico" e um "crime de ódio contra católicos", indicou o diretor do FBI, Kash Patel.

Foi ainda confirmado que a autora do ataque, que tirou a própria vida, era Robin Westman, uma mulher transgénero de 23 anos. 

Quem é Robin Westman?

Robin Westman é uma mulher transgénero de 23 anos. Inicialmente, as autoridades identificaram a suspeita do tiroteio no masculino, tendo mais tarde sido possível aceder a documentos, citados por fontes oficiais, que confirmam que tinha ocorrido uma mudança de nome, em 2020, e que Robin (anteriormente Robert) se identificava como mulher.

Robin não tinha antecedentes criminais, agiu sozinha, e usou três armas, que tinham sido compradas "recentemente". "Havia uma espingarda, uma caçadeira e uma pistola. Todas as três armas foram compradas legalmente", indicou a polícia.

A suspeita tinha estudado naquela escola, pelo menos um ano, tal como mostra um anuário de 2017. E a sua mãe também tinha trabalhado como assistente administrativa naquele estabelecimento de ensino até se aposentar, em 2021, segundo o jornal Minneapolis Star Tribune. 

Manifesto confirmava intenções

As autoridades viriam a  confirmar que a jovem tinha um manifesto que dava a indicação das suas intenções. 

"Também temos conhecimento de um manifesto que a atiradora tinha programado para ser divulgado no YouTube. Esse manifesto parecia mostrá-la no local do crime e incluía alguns escritos perturbadores. Esse conteúdo foi removido com a ajuda do FBI e agora permanece sob análise ativa dos nossos investigadores", disse. 

Vídeos divulgados online mostravam também notas nas quais discutia sentimentos de depressão e o desejo de realizar um tiroteio em massa. Além disso, mostrava admiração por outros atiradores em massa. 

Terceiro tiroteio em Minneapolis em menos de 24 horas

Este foi o mais recente de uma série de ataques armados fatais na cidade em menos de 24 horas: na terça-feira à tarde, uma pessoa morreu e outras seis ficaram feridas num tiroteio, em frente a uma escola secundária em Minneapolis; e horas depois, duas pessoas morreram em outros dois tiroteios na cidade.

O ataque armado de hoje na escola católica de Minneapolis ocorreu também após uma onda de chamadas falsas sobre alegados tiroteios em pelo menos uma dúzia de 'campus' universitários dos Estados Unidos.

Leia Também: Menino foi salvo por amigo (que foi atingido) no tiroteio em Minneapolis

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