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Governo Trump anuncia venda de armamento por 706 milhões a Kyiv

O Governo norte-americano liderado por Donald Trump aprovou uma venda de armas à Ucrânia, no valor de 825 milhões de dólares (cerca de 706 milhões de euros), que incluem mísseis de longo alcance e equipamento defensivo.

Governo Trump anuncia venda de armamento por 706 milhões a Kyiv

© Tom Brenner for The Washington Post via Getty Images

Lusa
28/08/2025 23:58 ‧ há 6 horas por Lusa

O Departamento de Estado anunciou hoje que notificou o Congresso norte-americano sobre a venda de mísseis de munições de ataque de longo alcance e sistemas de navegação à Ucrânia.

 

A venda abrangerá 3.350 mísseis ERAM, 3.350 unidades de GPS, componentes, peças de substituição e outros acessórios, bem como formação e suporte técnico.

A diplomacia norte-americana sublinhou que a Ucrânia utilizará financiamento da Dinamarca, Países Baixos e Noruega, aliados da NATO, além do financiamento militar estrangeiro dos EUA, para pagar o equipamento.

"Esta venda proposta irá apoiar a política externa e os objetivos de segurança nacional dos Estados Unidos, melhorando a segurança de um país parceiro que é uma força para a estabilidade política e o progresso económico na Europa", vincou o departamento liderado por Marco Rubio, em comunicado.

Em julho, os EUA anunciaram duas outras propostas de venda de armas à Ucrânia, uma no valor de 322 milhões de dólares (275 milhões de euros) para melhorar as suas capacidades de defesa aérea e fornecer veículos blindados de combate e outra no valor de 330 milhões de dólares (282 milhões de euros) para sistemas de defesa aérea, bem como para manutenção, reparação e revisão de veículos de artilharia autopropulsados.

A venda foi hoje anunciada numa altura em que a Rússia continua a intensificar os ataques à Ucrânia, mesmo depois de o Presidente Donald Trump se ter reunido com o homólogo russo Vladimir Putin no Alasca, no início do mês, para pressionar por uma solução negociada para o conflito de três anos.

A Rússia lançou na madrugada de hoje um dos maiores ataques desde que iniciou a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, que fez 19 mortos, quatro dos quais crianças.

Trump ficou "descontente", mas "não surpreendido", com os mais recentes ataques russos a Kyiv, de acordo com a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que, com estes novos ataques, a Rússia está mais uma vez a mostrar ao mundo que não ambiciona a paz, e apelou à comunidade internacional para que intensifique as sanções a Moscovo.

Por sua vez, a Rússia argumentou que os ataques tiveram como alvo bem-sucedido "empresas do complexo militar-industrial e bases aéreas na Ucrânia".

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após o desmoronamento da União Soviética - e que tem vindo a afastar-se da esfera de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

A guerra na Ucrânia já provocou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados, e os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia a cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as forças de Kyiv têm visado, em ofensivas com 'drones' (aeronaves não-tripuladas), alvos militares em território russo e na península da Crimeia, ilegalmente anexada por Moscovo em 2014.

Leia Também: Roma reitera que não enviará militares e só admite apoio fora da Ucrânia

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