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Roma reitera que não enviará militares e só admite apoio fora da Ucrânia

O Governo italiano reiterou hoje que exclui a participação numa eventual força multinacional na Ucrânia, admitindo antes envolver-se em missões de monitorização e formação, mas fora do território ucraniano e após o fim da guerra em curso.

Roma reitera que não enviará militares e só admite apoio fora da Ucrânia

© Aaron Schwartz/CNP/Bloomberg via Getty Images

Lusa
28/08/2025 23:43 ‧ há 7 horas por Lusa

Em comunicado, o executivo liderado por Giorgia Meloni indica que teve lugar hoje em Roma uma reunião para "fazer um balanço da situação sobre o possível caminho negocial para a paz na Ucrânia, na sequência das recentes conversações na Casa Branca", na qual participaram, além da primeira-ministra, os vice-primeiros-ministros Antonio Tajani (que também é chefe da diplomacia) e Matteo Salvini, e o ministro da Defesa, Guido Crosetto.

 

De acordo com o Palácio Chigi, sede do Governo italiano, "foram aprofundadas as oportunidades de diálogo para uma paz justa, que se abriram nas últimas semanas", e a "chave" do caminho a seguir "é constituída por garantias de segurança sólidas e credíveis para a Ucrânia, a serem elaboradas em conjunto com os Estados Unidos e os parceiros europeus e ocidentais".

"A Itália está a contribuir para a sua definição com a proposta de um mecanismo defensivo de segurança coletiva inspirado no artigo 5.º do Tratado de Washington. Foi também reiterado que não está prevista qualquer participação italiana numa eventual força multinacional a enviar para o território ucraniano, enquanto estão a ser analisadas hipóteses de monitorização e formação fora das fronteiras ucranianas, apenas após o fim das hostilidades", conclui o comunicado.

Numa conferência de imprensa realizada após a reunião, o ministro dos Negócios Estrangeiros insistiu que não serão enviados militares italianos para a Ucrânia mesmo num cenário de pós-guerra, apontando que o Governo considera "mais eficaz" a solução proposta por Itália "inspirada no artigo 5.º da NATO, para garantir a segurança, com os Estados Unidos e outros países a assinarem um tratado de assistência mútua com a Ucrânia e que, em caso de ataque externo, intervenham em sua defesa".

Esta reunião em Roma teve lugar no dia de 'rentrée' política em Itália -- teve também lugar hoje o primeiro Conselho de Ministros depois das férias de verão -, e depois de uma madrugada durante a qual a Rússia lançou mais um forte ataque a Kiev, que resultou em pelo menos 19 mortos e cerca de meia centena de feridos.

Numa publicação na sua conta oficial na rede social X, Giorgia Meloni comentou que "os intensos ataques desta noite em Kiev mostram quem está do lado da paz e quem não tem intenção de acreditar na via negocial".

"Os nossos pensamentos estão com o povo ucraniano, com os civis, com os familiares das vítimas indefesas, entre as quais também crianças, dos ataques insensatos", completou a primeira-ministra italiana, uma das líderes europeias que recentemente se deslocou a Washington para participar em reuniões sobre um eventual processo de paz promovido pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

Leia Também: General acusado de crimes de guerra por arrancar oliveiras palestinianas

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