O Conselho de Segurança das Nações Unidas renovou hoje, pela última vez, o mandato da FINUL, que terminará no final de 2026, após quase cinco décadas.
A resolução, redigida pelo França, foi adotada de forma unânime pelos 15 Estados-membros do Conselho de Segurança e renova o mandato da missão até 31 de dezembro do próximo ano.
O órgão da ONU decidiu "prorrogar pela última vez o mandato da FINUL (...) até 31 de dezembro de 2026 e iniciar uma redução e retirada ordenada e segura a partir de 31 de dezembro de 2026 e no prazo de um ano".
A pedido do Conselho de Segurança, Guterres irá explorar, até 01 de junho do próximo ano, opções para o futuro da implementação da Resolução 1701 - adotada em 2006 com o objetivo de acabar com as hostilidades entre o grupo xiita libanês Hezbollah e Israel - após a retirada da FINUL.
"Reconhecendo a mudança de situação no terreno e conforme solicitado pelo Conselho de Segurança, a FINUL continuará a conduzir as suas operações em apoio à implementação da Resolução 1701 pelas partes até ao final do seu mandato", disse o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric.
Ainda de acordo com Dujarric, o Departamento de Operações de Paz das Nações Unidas estará em contacto direto com os países contribuintes de tropas para a FINUL de forma a coordenar essa retirada.
A FINUL foi criada para supervisionar a retirada das tropas israelitas do sul do Líbano após a invasão de Israel em 1978, tornando-se uma das missões mais longas dos 'capacetes azuis' no mundo.
O encerramento da missão deu-se após exigências nesse sentido por parte dos Estados Unidos e de Israel.
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