"Cerca de 850 pessoas partem hoje", declarou a diretora do campo de Al-Hol, Jihan Hanan.
Desde o início do ano, cerca de 10.000 iraquianos abandonaram o campo em 11 etapas de repatriamento.
Mais de seis anos após a derrota do grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI), os campos e prisões geridos pelos curdos no nordeste da Síria ainda albergam dezenas de milhares de pessoas, muitas das quais têm ou são suspeitas de ter ligações ao EI.
Segundo a diretora Hanan, o campo de Al-Hol, o maior do nordeste da Síria, tem atualmente 27.000 detidos, 15.000 dos quais sírios, e cerca de 6.300 mulheres e crianças estrangeiras de 42 nacionalidades.
Os detidos vivem em condições difíceis.
"Sofremos muito em Al-Hol, psicológica, física e financeiramente", afirmou Umm Mahmud, uma iraquiana de 60 anos que está prestes a partir, citada pela agência de notícias francesa AFP.
"Vejam as crianças, vejam como estão felizes, é como ir de férias", acrescentou.
Enquanto muitos países ocidentais se recusaram a repatriar os seus cidadãos, Bagdad acelerou os repatriamentos e apelou a outros países para fazerem o mesmo.
Em fevereiro, o responsável curdo Sheikhmus Ahmed indicou que o Governo curdo pretendia esvaziar os campos no nordeste da Síria, deles removendo milhares de deslocados sírios e refugiados iraquianos, entre os quais alegados familiares de 'jihadistas', até ao final do ano.
O grupo extremista Estado Islâmico conquistou grandes parcelas de território na Síria e no Iraque em 2014, antes da sua derrota na Síria, em 2019. Mas as células 'jihadistas' continuam presentes, particularmente no vasto deserto do país.
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