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Ministro israelita defende anexação de Gaza caso Hamas não se renda

O ministro das Finanças israelita, Bezalel Smotrich, pertencente à fação de extrema-direita do executivo, defendeu hoje a anexação da Faixa de Gaza, caso o grupo islamita palestiniano Hamas continue a recusar-se a depor as armas.

Ministro israelita defende anexação de Gaza caso Hamas não se renda

© Kobi Wolf/Bloomberg via Getty Images

Lusa
28/08/2025 22:28 ‧ há 4 horas por Lusa

Em conferência de imprensa em Jerusalém, Smotrich, conhecido pelas suas posições radicais em relação à Palestina, apresentou o seu plano para "vencer em Gaza antes do final do ano" e que prevê um ultimato ao Hamas para se render, depor as armas e libertar os reféns que conserva na sua posse há quase dois anos.

 

Caso os islamitas se recusem, o governante entende que Israel deve anexar uma parte do enclave a cada semana durante um mês, o que lhe daria o controlo de quase todo o território palestiniano.

Segundo o ministro e líder do partido nacionalista de extrema-direita Sionismo Religioso, os palestinianos deveriam primeiro deslocar-se para o sul da Faixa de Gaza, e Israel impor um cerco no norte e centro do território e derrotar quaisquer combatentes do Hamas que ainda permaneçam antes do seu plano de anexação.

"Isto pode ser feito em três a quatro meses", sustentou Smotrich, que apelou ao primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, para "adotar imediatamente este plano na sua totalidade".

Em comunicado, o Hamas já criticou o "apoio aberto à política de deslocação forçada e limpeza étnica" contra o povo palestiniano.

Esta estratégia foi apresentada numa fase em que o Exército israelita iniciou uma operação para ocupar a Cidade de Gaza - e que também prevê a deslocação forçada de centenas de milhares de habitantes para sul -, apesar das críticas internacionais e dentro do próprio país.

O próprio Smotrich considerou que as novas etapas para a Faixa de Gaza, aprovadas pelo Gabinete de Segurança israelita e pelo Governo, não vão derrotar o Hamas nem permitir o estabelecimento de colonatos na região.

As Nações Unidas estimam que a quase totalidade dos mais de dois milhões de residentes no território já tenham sido deslocados pelo menos uma vez desde o início do conflito.

Israel também impôs um bloqueio à entrega de ajuda humanitária no enclave, onde mais de 300 pessoas já morreram de desnutrição e fome, na maioria crianças.

A guerra em curso na Faixa de Gaza foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, que causaram cerca de 1.200 mortos e mais de duas centenas de reféns.

A retaliação de Israel já provocou mais de 62 mil mortos, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e um desastre humanitário sem precedentes na região.

Leia Também: Líbano elogia renovação da missão da ONU e Israel saúda que acabe em 2027

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