Na sua conta na plataforma Truth Social, Trump defendeu que "o Partido Republicano está a sair-se muito bem" e antecipou "uma grande vitória" nas eleições do próximo ano, depois de aumentar a angariação de fundos e "corrigir" os "erros" da administração anterior, do democrata Joe Biden.
"Por isso, penso que vou recomendar uma Convenção Nacional Republicana pouco antes das eleições intercalares. Isso nunca foi feito antes", acrescentou o Presidente, que tomou posse no final de janeiro.
As eleições intercalares norte-americanas estão marcadas para novembro de 2026.
As convenções partidárias são tradicionalmente reservadas para a formalização de candidaturas à Casa Branca nos meses que antecedem a eleição presidencial, como aconteceu em 2024, quando os republicanos escolheram Trump e os democratas Kamala Harris, que viria a ser derrotada nas urnas em novembro.
Tradicionalmente, estas convenções servem como plataforma para os militantes se reunirem em torno dos candidatos e como foco de atenção da comunicação social.
Numa eleição com centenas de candidatos, como acontece com as intercalares, não existe um formato predefinido de convenção partidária como a aludida por Trump hoje.
Os republicanos têm atualmente o controlo das duas câmaras do Congresso, mas esta é estreita.
Na câmara baixa, a maioria é de sete lugares: os republicanos detêm a maioria com 219 congressistas e os democratas 212, quando existem 4 lugares vagos.
No Senado, os republicanos detêm a maioria com 53 lugares, mais seis do que os democratas, e contam com dois senadores independentes alinhados com estes.
Tradicionalmente, o partido do Presidente perde lugares para o partido da oposição nas eleições intercalares.
Nas intercalares de 2026, estarão em disputa todos os 435 lugares da Câmara dos Representantes e 33 dos 100 lugares do Senado.
Em julho, a empresa de sondagens Gallup apontou que, seis meses após tomar posse, Trump viu a sua a taxa de aprovação descer para 37%, o nível mais baixo deste mandato e um pouco acima apenas da sua pior taxa histórica, de 34%, no final do primeiro mandato.
A taxa de aprovação de Trump caiu 10 pontos percentuais entre os adultos desde que iniciou o seu segundo mandato em janeiro, incluindo uma queda de 17 pontos entre os independentes, para 29%, igualando a sua taxa mais baixa neste grupo em qualquer um dos seus mandatos, de acordo com a mesma fonte.
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