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Ucrânia? Starmer declara a Zelensky que posição britânica "não mudou"

O novo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, declarou hoje ao Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que a posição do Reino Unido sobre a Ucrânia "não mudou", juntando-se a vários líderes que expressaram apoio a Kiev no início da Cimeira da NATO.

Ucrânia? Starmer declara a Zelensky que posição britânica "não mudou"
Notícias ao Minuto

18:52 - 10/07/24 por Lusa

Mundo NATO

O trabalhista Starmer, que tomou posse após a vitória esmagadora obtida pelo seu partido nas eleições gerais do passado dia 04, reuniu-se com o Presidente ucraniano à margem da cimeira da Aliança Atlântica que se realiza em Washington.

O novo chefe do executivo britânico, que cumprimentou Zelensky com um abraço e um aperto de mão, afirmou ao líder ucraniano que, no Reino Unido, "houve uma mudança de Governo, mas não uma mudança de abordagem", em referência ao apoio económico e militar que o seu país fornece à Ucrânia na guerra com a Rússia.

Starmer abordou também o recente ataque russo a um hospital pediátrico em Kiev, considerando-o "simplesmente terrível".

Segundo o líder trabalhista, esta cimeira enviará uma mensagem ao Presidente da Rússia, Vladimir Putin, sobre a determinação da Aliança Atlântica em apoiar a Ucrânia, mais de dois anos após a invasão russa, iniciada em 24 de fevereiro de 2022.

"Acabo de ter uma reunião muito boa com o Presidente Zelensky, onde deixei absolutamente claro que, no que diz respeito ao Reino Unido, a mudança de Governo não faz qualquer diferença no apoio que iremos prestar", declarou Starmer.

O primeiro-ministro britânico disse que teve oportunidade de falar com o Presidente ucraniano sobre a "nova ajuda necessária", bem como garantir que "esse apoio é acordado".

Starmer afirmou que a reunião em Washington permite "reforçar, numa mensagem a Putin, a determinação da NATO, maior agora do que nunca, com absoluta clareza sobre a ameaça de agressão russa".

Por sua vez, Zelensky agradeceu ao líder trabalhista pelas suas palavras e pelo apoio do Reino Unido ao seu país.

"Agradecemos novamente por estarem connosco desde o início da guerra", declarou.

Além de Starmer, vários líderes da NATO reafirmaram hoje o apoio incondicional e a longo prazo à Ucrânia e defenderam ao caminho da entrada de Kiev na Aliança.

À chegada à cimeira, o Presidente finlandês, Alexander Stubb, observou que um dos principais desafios é enviar "uma mensagem ao Kremlin de que a ponte da Ucrânia com a NATO é agora irreversível".

Por seu lado, o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store, disse que não haverá convite à Ucrânia para aderir à NATO nesta cimeira, embora qualquer indicação "aponte para esse futuro".

O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, reiterou que os aliados manterão sempre a sua solidariedade com este país para que quando a guerra terminar este continue a ser, como antes da agressão russa, livre e independente.

O Presidente lituano, Gitanas Nauseda, pediu por seu lado para dar à Ucrânia "sinais positivos" em relação ao comunicado da cimeira dos aliados em Vilnius, no ano passado.

"A ponte [para a Aliança] é importante, mas claro que os nossos amigos ucranianos esperam mais", considerou.

Num fórum realizado hoje de manhã, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, afirmou que, se houver um novo cessar-fogo na Ucrânia, o país deverá aderir à Aliança Atlântica para evitar novas agressões por parte da Rússia.

"Se houver agora um novo cessar-fogo, um novo acordo, temos que estar 100% seguros de que [a Rússia] se detém ali, independentemente de onde estiver essa linha", indicou Stoltenberg no segundo de três dias em Washington DC.

A cimeira na capital norte-americana assinala os 75 anos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês), na mesma cidade onde, em 1949, doze países -- incluindo Portugal - assinaram este entendimento para assegurar a sua defesa coletiva.

Portugal está representado na cimeira, que se realiza até quinta-feira, pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, e pelo ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo.

Leia Também: NATO? "Nunca vamos ser ultrapassados. Hoje somos mais fortes", diz Biden

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