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Alta responsável da ONU adverte que visar hospitais é um "crime de guerra"

A subsecretária-geral da ONU para os Assuntos Humanitários, Joyce Msuya, advertiu hoje que visar hospitais constitui um "crime de guerra", falando numa reunião de emergência do Conselho de Segurança sobre os ataques da Rússia na Ucrânia ocorridos na segunda-feira.

Alta responsável da ONU adverte que visar hospitais é um "crime de guerra"
Notícias ao Minuto

18:41 - 09/07/24 por Lusa

Mundo Ucrânia

O Conselho de Segurança das Nações Unidas, do qual a Rússia detém atualmente a presidência rotativa, realiza hoje uma reunião de emergência a pedido de Kyiv na sequência destes ataques, que atingiram um hospital pediátrico e uma clínica na capital e fizeram pelo menos 38 mortos,, segundo o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

"Lançar ataques intencionalmente contra um hospital protegido [pelo direito internacional] é um crime de guerra pelo qual os perpetradores devem ser responsabilizados", afirmou a alta responsável das Nações Unidas, assinalando "uma tendência preocupante de ataques sistemáticos a centros de saúde e outras infraestruturas civis em toda a Ucrânia".

Os ataques russos contra a Ucrânia na segunda-feira, na véspera do início da Cimeira da NATO em Washington, deixaram pelo menos 38 mortos e 170 feridos, segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

O embaixador ucraniano nas Nações Unidas, Sergiy Kyslytsya, acusou a Rússia de "voluntariamente visar aqueles que constituem talvez a população mais vulnerável em qualquer sociedade".

Perante o Conselho, este mês presidido pela Rússia, o diplomata ucraniano mostrou fotografias de restos de um míssil de cruzeiro russo KH-101, alegadamente tiradas no local de impacto e publicadas pelos serviços de segurança ucranianos.

Kislitsia sublinhou que este foi "apenas um dos muitos" projéteis - entre eles mísseis balísticos e de cruzeiro Kinzhal, Iskander ou Zircon - disparados contra o território ucraniano na véspera. "Houve ataques ferozes a quase 100 locais civis", sublinhou.

A Rússia reiterou que o hospital foi atingido pela queda de um míssil antiaéreo ucraniano, denunciando uma suposta "campanha de propaganda de Kyiv".

"Se fosse um ataque russo, nada teria ficado do edifício e todas as crianças e a maioria dos adultos teriam sido mortos e não feridos", declarou o embaixador da Rússia na ONU, Vassili Nebenzia.

A ONU considerou, no entanto, "muito provável" que o hospital tenha sido atingido por "um disparo direto" de mísseis russos.

"O ataque de ontem mostra muito claramente que [o Presidente russo, Vladimir] Putin não está interessado na paz. Ele quer semear morte e destruição para continuar a sua guerra de agressão", disse a embaixadora norte-americana Linda Thomas-Greenfield.

O seu homólogo francês, Nicolas de Rivière, condenou "as violações flagrantes do direito internacional" que se juntam à "lista de crimes de guerra pelos quais a Rússia terá que responder", críticas secundadas pela representante britânica, Barbara Woodward.

A China, outro membro permanente do Conselho de Segurança, reiterou o apelo a negociações para acabar com o conflito "o mais rápido possível" e o seu representante, Fu Cong, exortou a Rússia e a Ucrânia a "demonstrarem a vontade política de dar um passo um para o outro".

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, condenou na segunda-feira os ataques russos na Ucrânia, que descreveu como "particularmente chocantes".

"A realização de ataques contra civis é proibida pelo direito internacional e este tipo de ataques é inaceitável ??e deve parar imediatamente", disse o seu porta-voz em comunicado, citando os dois centros cínicos afetados, incluindo o hospital pediátrico Okhmatdyt.

Leia Também: Ucrânia: Número de vítimas civis em maio foi o maior desde junho de 2023

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