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Apostas eleitorais? Funcionários do Partido Conservador sob investigação

O diretor de dados do Partido Conservador no Reino Unido tirou uma licença sem vencimento após o aumento das suspeitas de envolvimento de membros do partido do Governo em apostas eleitorais, informaram hoje os órgãos comunicação britânicos.

Apostas eleitorais? Funcionários do Partido Conservador sob investigação
Notícias ao Minuto

18:57 - 23/06/24 por Lusa

Mundo Reino Unido

Em causa está o alegado envolvido de membros do Partido Conservador, que governa no Reino Unido, em apostas sobre a data da eleição nacional britânica de 04 de julho, antes de ser anunciada, suspeitando-se que tenham informações privilegiadas.

O jornal britânico The Sunday Times e outros meios de comunicação relataram que o diretor de dados do Partido Conservador, Nick Mason, é o quarto funcionário conservador a ser investigado pela Comissão de Jogos do Reino Unido por, supostamente, apostar na data das eleições nacionais antes do anúncio oficial.

Alegadamente foram realizadas dezenas de apostas eleitorais, com ganhos potenciais no valor de milhares de libras, segundo o The Sunday Times.

Os relatos surgiram após revelações, nos últimos dias, de que dois candidatos eleitorais conservadores, Laura Saunders e Craig Williams, estão sob investigação pelo órgão de fiscalização do jogo.

O marido de Laura Saunders, Tony Lee, o diretor conservador de campanha, também está de licença, após alegações de que também foi investigado por supostas apostas.

De acordo com a polícia britânica, um dos guarda-costas policiais do primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, foi detido na segunda-feira por suspeitas de má conduta em cargo público.

A detenção ocorreu depois de o regulador de jogos no Reino Unido confirmar que estava a ser investigada "a possibilidade de crimes relativos à data da eleição".

A duas semanas das eleições nacionais, o escândalo sobre alegadas apostas eleitorais aumentou e desferiu um novo golpe no Partido Conservador, que, segundo as sondagens, deverá perder para o Partido Trabalhista, da oposição, após 14 anos no poder.

Esta semana, Sunak disse que ficou "incrivelmente zangado" ao saber das acusações e afirmou que qualquer pessoa que violasse a lei deveria ser expulsa de seu partido.

O primeiro-ministro britânico anunciou em 22 de maio que as eleições parlamentares seriam realizadas em 04 de julho. A data era um segredo bem guardado e muitos foram apanhados de surpresa, porque esperavam que a votação fosse no outono.

Suspeita neste escândalo, Laura Saunders, candidata do Partido Conservador em Bristol, no sudoeste da Inglaterra, assegurou que cooperará totalmente com a investigação.

Também o candidato Craig Williams, que era secretário privado de Sunak no parlamento britânico, bem como membro do parlamento, concorrendo à reeleição em 04 de julho, reconheceu que estava a ser investigado pela Comissão de Jogos por fazer uma aposta de 100 libras nas eleições de julho antes da data ter sido anunciada.

O ministro conservador Michael Gove condenou as supostas apostas e comparou-as ao "Partygate", o escândalo que contribuiu para a destituição do ex-primeiro-ministro Boris Johnson em 2022.

Essa controvérsia fez com que a confiança do público nos conservadores descesse após revelações de que políticos e funcionários realizaram festas e reuniões que desprezavam o confinamento em edifícios governamentais durante a pandemia de covid-19 em 2020 e 2021.

"Parece uma regra para eles e uma regra para nós", disse Gove ao The Sunday Times, considerando que este escândalo "é a coisa mais potencialmente prejudicial" para o Partido Conservador.

Daisy Cooper, vice-líder dos Liberais Democratas, disse que "as pessoas estão fartas desta vulgaridade" e que Sunak deve intervir e ordenar um inquérito oficial.

O Partido Conservador indicou que não pode comentar porque as investigações estão em desenvolvimento.

Leia Também: Sunak "zangado" com alegações de que candidatos apostaram sobre eleições

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