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ONU denuncia Moscovo por forçar cidadania russa em áreas ocupadas

Dezenas de pessoas que fugiram recentemente de regiões ucranianas sob ocupação russa relataram uma pressão crescente de Moscovo para que obtenham passaportes russos, denunciaram hoje as Nações Unidas (ONU).

ONU denuncia Moscovo por forçar cidadania russa em áreas ocupadas
Notícias ao Minuto

21:58 - 18/06/24 por Lusa

Mundo Guerra na Ucrânia

Numa reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a Ucrânia, a subsecretária-geral para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz da ONU, Rosemary DiCarlo, explicou que essa pressão está vinculada a um decreto presidencial russo que determina que as pessoas sem cidadania russa nas áreas ocupadas das regiões ucranianas de Kherson, Zaporijia, Donetsk e Lugansk serão consideradas "estrangeiras" após 01 de julho deste ano.

"O Direito Internacional Humanitário proíbe uma potência ocupante de obrigar a população do território ocupado a jurar-lhe lealdade. Isto inclui forçar a população a obter a cidadania da potência ocupante", frisou DiCarlos.

Além das dezenas de pessoas que fugiram das regiões ocupadas, a ONU também entrevistou centenas de prisioneiros de guerra ucranianos libertados, que relataram tortura e maus-tratos sistemáticos e generalizados, incluindo violência sexual, segundo a subsecretária-geral.

Deve haver responsabilização por todas as violações dos direitos humanos internacionais e do direito humanitário, onde quer que ocorram, em conformidade com as normas e padrões internacionais, insistiu DiCarlo.

A Eslovénia e os Estados Unidos solicitaram que a reunião de hoje discutisse os desenvolvimentos recentes no país sob ataque russo, incluindo a Cimeira sobre a Paz na Ucrânia que a Suíça acolheu no passado fim de semana, a pedido de Kiev.

Rosemary DiCarlo recordou que essas discussões tiveram lugar na sequência de uma escalada acentuada das hostilidades e de um aumento "terrível do número de vítimas civis".

De acordo com o Gabinete do Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU (ACNUDH), em maio deste ano, pelo menos 174 civis foram mortos e 690 feridos na Ucrânia, o maior número de vítimas civis num único mês desde junho do ano passado.

Mais de metade destas vítimas ocorreu na região de Kharkiv devido à nova ofensiva russa, lançada em 10 de maio.

"Tem havido uma utilização massiva de armas explosivas tanto na região de Kharkiv como na cidade de Kharkiv -- a segunda maior cidade da Ucrânia, com mais de um milhão de habitantes", assinalou DiCarlo.

"Esta é uma repetição da devastação que ocorreu em Mariupol, Bakhmut e Avdiivka no início da guerra", comparou ainda.

Os ataques implacáveis russos também causaram danos massivos às infraestruturas civis ucranianas, com a reconstrução e a recuperação na Ucrânia estimados em cerca de 486 mil milhões de dólares (452,5 mil milhões de euros) durante a próxima década, segundo estimativas divulgadas em dezembro passado.

"Quanto mais a guerra durar, maior será a necessidade desta solidariedade e apoio globais", lembrou a representante da ONU, apelando ao contínuo apoio da comunidade internacional.

Leia Também: Apoio da China ao esforço de guerra da Rússia "tem de acabar"

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